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Prostitutas protestam na Bolívia por condições legais de trabalho

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Cerca de 200 prostituas foram às ruas nesta quinta-feira (6), em um protesto do lado de fora da Prefeitura boliviana de La Paz, para pedir ao município melhores condições legais para a atividade que exercem.

“Pedimos [ao prefeito Luis Revilla] uma audiência, que ele não quer nos conceder, para regular o trabalho sexual, para o prefeito atualizá-lo, porque parece que ignora o que é o trabalho sexual”, disse à AFP a presidente da Associação Nacional de Trabalhadoras Sexuais da Bolívia, Lily Cortez.

A manifestação pacífica ocorreu depois que a Prefeitura fechou dois dos mais luxuosos clubes noturnos de La Paz – Katanas e La Diosa – após investigações judiciais e policiais indicarem que ambos os lugares são espaços de prostituição e de tráfico de pessoas.

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“Pelo menos queremos que saia uma norma municipal para regular o funcionamento das casas”, acrescentou Lily, diante da possibilidade de sofrer abusos de funcionários municipais, policiais, ou das pessoas que administram esses locais.

As mulheres protestaram com os rostos cobertos com lenços e chapéus para evitar seu reconhecimento. Também seguravam cartazes que diziam “nosso trabalho é voluntário, não forçado” e “o trabalho sexual não é exploração”.

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