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‘Smartphone explosivo’ da Samsung derruba ações da empresa

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Papéis recuaram 7% e chegaram a seu menor patamar em dois meses após a companhia recomendar que os usuários do Galaxy Note 7 desligassem os aparelhos

As ações da Samsung despencaram nesta segunda-feira, afetadas pela crise gerada pelos problemas do Galaxy Note 7, último smartphone lançado pela companhia. Os papéis fecharam em baixa de 6,9% e fecharam negociados por 1,46 milhão de wons (cerca de 4.300 reais). Esse é o menor preços das ações da empresa sul-coreana em dois meses.

No último domingo, a Samsung, líder mundial em telefonia móvel, pediu aos usuários do aparelho no mundo todo que o desliguem para evitar acidentes. No dia 2 de setembro, a fabricante já havia anunciado a suspensão das vendas e o recall do “phablet” (híbrido de telefone e tablet) porque em alguns casos suas baterias defeituosas poderiam pegar fogo durante a recarga.

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Desde então, várias companhias aéreas proibiram o uso do smartphone em seus aviões. A Comissão de Segurança de Produtos do Consumidor (CPSC) dos Estados Unidos, por sua vez, pediu que o dispositivo móvel deixe de ser usado.

“A situação da Samsung é cada vez mais séria e complicada, na medida que mais autoridades de todo o mundo pedem a seus cidadãos que deixem de usar o Note 7”, afirmou Hwang Min-Sung, analista da Samsung Securities.

A retirada de mercado do modelo – que até agora teve 2,5 milhões de exemplares vendidos em dez países – poderá representar perdas colossais, segundo o analista. O caso afeta gravemente a imagem da marca, que enfrenta uma feroz concorrência com o iPhone, da americana Apple, e com as marcas chinesas mais baratas.

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Segundo o responsável pela divisão de telefonia da Samsung, Koh Dong-Jin, há 24 aparelhos defeituosos para cada 1 milhão. Serão necessárias duas semanas para sustituí-los, informou o executivo. “Estamos pedindo aos usuários que desliguem seus Galaxy Note 7 e que os troquem o quanto antes”, disse Koh em um comunicado distribuído no sábado. Segundo ele, a Samsung está “colaborando com os organismos reguladores nacionais” no mundo todo.

Ele também aconselhou que os consumidores que usem smartphones cedidos pela companhia em substituição aos recolhidos que recebam o novo Note 7 com baterias sem risco, a partir do dia 19 de setembro na Coreia do Sul.

A Samsung usa baterias fabricadas por várias companhias, entre elas sua filial Samsung SDI. Até o momento, a empresa tem-se negado a identificar a fabricante das baterias defeituosas, mas garante que não há problemas nos smartphones vendidos na China, que tem baterias de outro fornecedor.

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(Com AFP)

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