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Secretaria quer novo ponto de vacinação no Aeroporto de Brasília

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Diante da nova variante da covid-19 e para ampliar os esforços para a imunização da população, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) está em negociação com o Aeroporto Internacional de Brasília para instalar um ponto de vacinação contra a covid-19 no terminal. Além das aplicações, também estarão disponíveis testes rápidos para a identificação do vírus.

A expectativa é que os detalhes da negociação sejam definidos até a semana que vem, para começar a mobilização de instalação do novo ponto com os imunizantes. Até o momento, as conversas entre Infraero, Inframérica e o chefe da pasta da Saúde no DF, general Manoel Pafiadache, giram em torno da disponibilidade de espaço, ambientação e estrutura para a implementação.

“Estamos negociando uma sala com um ambiente reservado para a vacinação. O material necessário [para manter conservados os imunizantes] nós temos. Estamos fazendo agora ajustes técnicos para consolidar o posto do aeroporto. Vamos estudar também o tipo de abordagem que faremos”, informou o subsecretário de vigilância à Saúde do DF, Divino Valero, ao Jornal de Brasília.

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O teste para a covid-19, que também fará parte da estrutura pensada para o aeroporto, será gratuito e irrestrito a quem quiser fazê-lo, de acordo com Valero. Esta também é uma medida para garantir que quem sinta sintomas similares aos da covid-19 possa ser atendido com um teste no aeroporto sem demora.

“Vacina dos teimosos”

Com o fim de ano, apesar do cancelamento do Réveillon no DF, festas ainda podem ser organizadas pela população e, quanto menos pessoas vacinadas, maior o risco de dispersão do vírus, conforme explicou o subsecretário. “E correm o risco do quadro evoluir para o óbito, virando mais um na estatística. Estamos [SES] correndo contra isso. Essa é a ‘vacina dos teimosos’, que é qualitativa – para vacinar um que não quer, demora dias e horas. Quanto mais vacinados, mais seguros estaremos. Nossa principal estratégia é completar 90% com a D2”, disse.

“Queremos abranger essas outras áreas não tradicionais [de vacinação] para chamar exatamente esses que não querem se vacinar. A regra é quebrar as resistências. Para nós isso é muito importante. Cerca de 94% das pessoas internadas com a covid-19 não tomaram nenhuma vacina. Contra um fato como esse, não há discussão nenhuma”, ressaltou Valero. No DF, são mais de 200 mil pessoas que ainda não buscaram a vacinação contra a doença pandêmica.

Até a semana que vem, o primeiro ponto de vacinação fixo contra a covid-19, fora das unidades tradicionais de saúde, será instalado na Rodoviária do Plano Piloto pela pasta da Saúde. A expectativa é que muitos sejam alcançados no local pela grande quantidade de circulantes de diferentes cidades.

Variante ômicron no DF

Apesar da confirmação nesta terça-feira (30) dos dois primeiros casos da variante ômicron no Brasil, no estado de São Paulo, o morador do DF que voltou recentemente de viagem da África do Sul com a covid-19 ainda não tem diagnóstico definido sobre a nova mutação do vírus e permanece em observação. O homem tem entre 40 e 49 anos e recebeu três doses de vacina contra a doença.

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De acordo com a SES, o caso permanece assintomático e o viajante está em isolamento domiciliar desde a chegada na capital. Todos os dias, de acordo com Valero, são feitas ligações ao paciente para conversar sobre sintomas e possíveis mal-estares em decorrência do vírus. Ele procurou o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) na última segunda-feira para realizar o teste.

A pasta explicou em nota que o órgão referido já iniciou as análises para sequenciamento genético da amostra e que o prazo para conclusão do exame é de aproximadamente quatro dias.

Segundo Valero, houve uma reunião entre a SES e o Ministério da Saúde para discutir tanto o novo ponto de vacinação no aeroporto quanto a possível chegada da nova variante no DF. “Vamos torcer para que não venha, mas se vier estamos preparados”, garantiu o subsecretário. “As recomendações continuam as mesmas. Todas as medidas fora a vacina são importantes, mas somente ela dá maior resultado de imunização”, destacou.

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