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Black Friday deve arrecadar R$ 750 milhões para comércio do DF

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Neste ano, a Black Friday deve movimentar cerca de R$ 750 milhões no comércio local do Distrito Federal. Quem faz a estimativa é o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), que estima um crescimento de cerca de 12% nas vendas durante o período das promoções, típicas da data marcada para o próximo dia 26. De acordo com Sebastião Abritta, vice-presidente da entidade sindical, a população está mais confiante para sair às compras.

“A vacinação e a queda na transmissão foram fatores muito positivos para o comércio. A população está mais confiante para ir às lojas e procurar os produtos que desejam. Muitos têm aproveitado para adiantar compras de Natal também porque é uma boa oportunidade de encontrar boas promoções. Estamos com lojas fazendo descontos bem expressivos, de 60% e 70%. Preços muito bons”, destacou Abritta.

As promoções atraem interesses dos mais variados – aqueles que a população mais procura são eletrônicos, roupas, calçados e eletrodomésticos. No caso de Renan Cássio Mesquita, de 20 anos, o jovem busca um celular novo do modelo Motorola Edge. “Estou pesquisando para ter uma base de preços no futuro, mas por enquanto ainda continua muito caro”, afirmou ele.

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“Estou esperando a Black Friday chegar para ver se o preço vai baixar mesmo. Até agora não tem caído”, disse. Ele utiliza sites com plataformas de monitoramento de preços para se referenciar nas pesquisas e não ser enganado em eventuais circunstâncias. Segundo observou Renan, o preço do celular subiu nas últimas semanas. Apesar disso, ele acredita que haverá um bom desconto.

Ele trabalha em uma loja do Conjunto Nacional e nota que o shopping está com um movimento menor neste período anterior à Black Friday. De acordo com ele, a baixa se dá nesta semana porque boa parte do público interessado nas promoções irá ao comércio apenas no dia 26.

Mas há, porém, quem desconfie dos preços que aparecem nas promoções. É o caso do estudante de computação Rafael de Jesus, de 21 anos, que não acredita que os descontos são verdadeiros. “Acho que eles [boa parte dos lojistas] investem pesado em marketing, mas acho que o desconto mesmo no produto final fica a desejar”, afirmou.

“No exterior, há a necessidade de escoar a produção, que é muito alta, mas aqui no Brasil, a demanda para isso não é tão grande a ponto de precisarem esvaziar a produção tão rápido. No fim das contas, não acho que a Black Friday funcione tanto assim”, opinou o jovem.

Rafael estava com planos de fazer um “upgrade” no notebook que usa, além de querer montar um computador com peças de sua escolha, mas, segundo ele, os componentes eletrônicos “estão bem caros”. Ele afirmou ainda que os produtos que buscava estavam até mais baratos anteriormente, no início do ano. “Não era época de promoção, mas os valores eram mais razoáveis. Mas agora estão um pouco maiores. […] Para meu orçamento não deu, então fiz um ‘upgrade’ mais modesto com o que dava”, disse.

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“Eu estava esperando até sexta-feira [dia da Black Friday], mas perdi a esperança de que os preços fossem abaixar, até pelo que vi acontecer nos outros anos também”, finalizou o consumidor, que preferiu fazer as compras nesta semana sem aguardar o que aconteceria na data com as promoções.

Variação de preços

Em um dos sites de monitoramento de preços, a reportagem acompanhou a variação de preços de dois produtos comumente buscados durante este período de novembro: um celular Samsung Galaxy S20 FE e uma Smart TV LED 40” da mesma marca do aparelho telefônico. Ambos tiveram variações grandes nos últimos seis meses nas lojas vistoriadas pela plataforma de comparação Zoom.

O histórico de preços para o celular mostra que, ao fim de junho, o valor era pouco maior que R$ 2 mil. Entre agosto e setembro houve uma queda drástica de mais de R$ 500,00, mas a partir da segunda metade de outubro, o preço subiu novamente. Ontem, o produto estava com o maior valor desde o início de novembro, estabelecido em R$ 2.131,00, sendo o segundo maior preço desde a comparação inicial em junho.

Variação similar aconteceu com o aparelho televisivo, que teve o pico de preço no fim de outubro, em R$ 1.949,00. Em junho, o valor era mais baixo que o atual. O menor preço foi em setembro, R$ 100 mais barato que a variação mais alta. Ontem, o valor era de R$ 1.709,99 em uma das lojas vistoriadas pelo Zoom. Oscilações como essas reforçam o pensamento de Rafael de que os descontos não são tão reais quanto parecem, uma vez que os preços subiram nos últimos dois meses.

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Resta ao público acompanhar a queda dos preços no dia da Black Friday em si, comparando para saber se houve real promoção dos produtos desejados. Cabe ressaltar que a variação do dólar, o aumento na inflação com a desvalorização da moeda, além outros fatores econômicos, podem ter afetado o valor pros produtos, não necessariamente sendo uma oscilação intencional de má fé dos comerciantes.

Movimento em shoppings

Para receber o máximo de pessoas possível e comportar o aumento no fluxo esperado, alguns shoppings estenderão os horários de funcionamento das atividades. O Conjunto Nacional, por exemplo, tradicional no centro de Brasília, ficará aberto duas horas a mais que o comum, sendo uma hora antes e uma hora depois, das 9h às 23h.

Entre os dias 25 e 28 de novembro, o Conjunto Nacional e a Ancar Ivanhoe, administradora do empreendimento, estarão com a promoção ‘Black Friday: Feita para especialistas em ofertas’. Para participar, o cliente deverá resgatar no aplicativo do shopping os cupons que variam de 50% até 90% de desconto.

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Já no JK Shopping, haverá a “Black Friday da Sorte”, com duração de três dias a partir de sexta-feira, durando até o próximo domingo (28). Os descontos podem chegar a 70% nas lojas do centro comercial. A expectativa é que as vendas no local cresçam em torno de 30% em relação a 2020, quando a pandemia da covid-19 no DF ainda estava com índices preocupantes.

Em relação a 2019, porém, espera-se um crescimento de cerca de 5% nas vendas da Black Friday. O fluxo de pessoas dentro do shopping também deve ser maior, com cerca de 10% a mais do público no centro comercial em comparação ao ano retrasado. Haverá a promoção do “Giro da Sorte”, em que os consumidores com compras acima de R$ 200 entre sexta e domingo podem concorrer a 600 prêmios, que variam de R$ 5,00 a R$ 500,00 nas lojas do shopping.

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