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Publicado decreto de volta às aulas 100% presenciais

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O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio das secretarias de Educação e Saúde, publicou nesta sexta-feira (29) portaria conjunta que estabelece o retorno às aulas 100% presenciais na rede pública. A retomada ocorrerá na próxima quarta-feira, 3 de novembro.

Aqueles alunos, professores e outros profissionais que estiverem infectados pela covid ou em contato com pessoas infectadas poderão seguir no ensino remoto, bem como estudantes que se enquadrem em casos específicos de saúde.

As escolas deverão seguir protocolos já conhecidos, como aferir a temperatura do corpo, exigir uso de máscara, proibir funcionamento de bebedouros de aproximação da boca e de catracas biométricas, escalonar horários de intervalo, refeições e outras atividades que gerem aglomeração, dentre outros (confira as recomendações na íntegra a partir da página 17).

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O governador Ibaneis Rocha já havia dito no início da semana que pretendia publicar a portaria o quanto antes. “Nós sabemos que teremos algumas resistências, principalmente por parte dos sindicatos, mas temos certeza que estamos no caminho certo”, declarou. Ibaneis disse estar a par da preocupação dos profissionais de saúde em relação à decisão, mas afirmou que crianças e adolescentes precisam voltar às aulas presenciais para corrigir a evasão causada pela pandemia. “O natural é que a gente volte a viver dentro da normalidade. Os nossos índices de transmissão estão caindo e estamos avançando bastante na vacinação”, aposta.

Ibaneis se baseia ainda no fato de que o retorno presencial ocorreu de forma limitada há 90 dias, e que, neste período, nenhuma criança morreu. “Quando pregaram lá atrás que o retorno às aulas ia matar as crianças e os professores, está provado, ninguém morreu por conta disso”. No dia 2 de outubro, uma professora que atuava em Ceilândia morreu vítima da doença. À época, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) atribuiu o óbito à retomada presencial. “Ela adoeceu após o retorno presencial, mesmo depois de ter sido imunizada com duas doses de vacina. Infelizmente, nem todos os que a cercavam estavam imunizados, e ela acabou sendo vitimizada por essa terrível doença.”

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