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Exposição Alquimia Na Dança entra em cartaz no Jardim Botânico de Brasília

Essas fusões, encontros das artes poderão ser vistos na exposição que trará quatro banners com imagens do livro, tecidos e varais poéticos. Uma boa dica para se aprofundar no universo da artista.

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A pesquisadora, poeta, produtora, diretora artística, coreógrafa, bailarina, artista plástica, doutora e estilista Soraia Maria Silva mescla todas estas artes que estudou durante uma vida em uma linguagem própria, definida por ela após anos de academia. Uma arte que mescla um pouco de cada viés artístico, gerando entre eles um conceito único que visa a busca da quebra de qualquer limitação. Nascida em Pires do Rio (GO), mas radicada em Brasília, a multiartista Soraia Maria Silva apresenta essa nova forma também multicultural, multiartística no seu novo projeto, um “cosmolivro”, como ela mesmo define, e em uma exposição denominados como Alquimia Na Dança. Dentro da iniciativa, uma obra que é um livro de quase 600 páginas apresenta articulações poéticas entre movimento, palavras, tecidos, imagens e elementos da natureza. Ainda, para concluir o resultado, a artista traz também para o público uma tradução deste “cosmolivro”, que virou ainda uma exposição exclusiva que estará em cartaz até o dia 8 de novembro na Sala de Exposições do Centro de Visitantes do Jardim Botânico de Brasília (Smdb Conjunto 12 – Lago Sul).Quem quiser conferir a live de lançamento basta entrar em: https://youtu.be/zsjx9rTXMdo.  Entrada franca. Livre para todos os públicos.

No projeto Alquimia na Dança, Soraia Maria Silva amplia a sua proposta de “dansintersemiotização” já presente em suas obras anteriores: Profetas em Movimento e 21 terras.  Estas já sugerem o resgate e reintegração do exercício de transcender os movimentos de dança integrados a outras linguagens artísticas, tais como pintura com pigmento mineral, escultura, vídeo, música e poesia.

Nesta nova fase que se traduz neste projeto de livro-exposição, a artista aproxima ainda mais a pele/tecido/ pintura ao corpo/palavra expressivos com sublimações/figurinos que vão revestir os poemas recitados no palco do Jardim Botânico de Brasília. É este cenário, em meio à natureza, que dará forma à mostra que também reforça as “ecologias artísticas” apresentadas no livro.

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“Esse cenário possibilitou ao projeto o exercício cosmodançante, que é uma mistura das artes com esse significado cósmico e onírico tão necessários também às ecologias artísticas apresentadas no livro. Em Alquimia na Dança também constarão links de vídeos-dança realizados durante a performance no Jardim Botânico, assim como de obras anteriores nas quais são abordadas as interações dessas artes, muitas vezes relacionadas ao movimento da natureza”, adianta Soraia.

E o cosmolivro é composto das uniões da fotografia, do vídeo-dança, da poesia. Nele constam fotos das túnicas realizadas por Soraia a partir de sublimações de obras, realizadas por ela na técnica de têmpera acrílica, e um texto poético forjado a partir das suas vivências com a arte da dança e da interação com o espaço performático das imagens propostas.

O projeto do cosmolivro Alquimia na Dança conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF).

Alquimia na dança

“Diversidade eu sou, não me toques, carrego as sementes todas, animais, plantas, minerais”, (Soraia Maria Silva). Este é um dos poemas, recortes que chegam para revelar  a essência da artista que, ao mesclar as artes, chega ao conceito da: “dansintersemiotização”.

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“Quando eu fiz o meu mestrado eu criei esse conceito que, basicamente, significa traduzir outras linguagens artísticas para a dança utilizando o processo da tradução intersemiotica. Esse é um processo meio mágico que envolve uma pesquisa de signos e suas qualidades informativas. Basicamente é um processo que é feito desde os xamãs paleolíticos, quando, nas cavernas se vestiam com a pele do animal a ser caçado, metamorfoseando-se pela dança anímica ritual”, explica Soraia.

Essa fusão mágica de linguagens resultou na conclusão do projeto de mestrado nomeado Profetas em Movimento, onde a artista dançou as esculturas de Aleijadinho (Ouro Preto – 1738-1814). “E o termo que uso de livropoemacosmodansintersemiotizado vem desde o processo de estudo de uma vida. É aquele que, pelo verbo feminino, pariu o vento e soprou palavras dançadas. No tecido telúrico de memórias, transportadas alquimicamente por sublimações, do tecnomovimento em direção às negociações do cosmocorpo”, ressalta.

Essas fusões, encontros das artes poderão ser vistos na exposição que trará quatro banners com imagens do livro, tecidos e varais poéticos. Uma boa dica para se aprofundar no universo da artista.

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