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Ibaneis reforça “necessidade da concessão” do Metrô

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O governador Ibaneis Rocha comentou o caos vivido por usuários do Metrô-DF desde a noite de segunda-feira (13), quando um trem descarrilou próximo à estação Central. Para Ibaneis, o caso reforça a “necessidade da concessão” do serviço à iniciativa privada.

“Só confirma a urgência na concessão do Metrô, que, infelizmente, está parada no Tribunal de Contas do Distrito Federal desde o ano passado. Lamentamos o ocorrido e estamos com nossas equipes trabalhando para restabelecer os serviços”, disse o governador. “Mas insisto na necessidade da concessão”, concluiu.

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O Sindicato dos Metroviários (SindMetrô-DF) se contrapõe à ideia de privatização dos serviços devido aos altos custos e relembra que a manutenção já é terceirizada. “Este tipo de falha é por falta de manutenção. Nós do SindMetrô sempre lutamos contra essa manutenção terceirizada. Os contratos de terceirização são altíssimos e não prestam um serviço de qualidade. Esse descarrilamento é o reflexo dessa manutenção terceirizada. Por isso lutamos contra”, afirma a entidade em nota.

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Descarrilamento

O descarrilamento ocorreu por volta de 20h. Os passageiros tiveram que ficar dentro dos vagões na estação Galeria por cerca de 20 minutos e depois foram andando até a estação Central, guiados por funcionários.

Devido ao problema, os vagões estão superlotados e ficando parados nas estações durante tempo maior que o usual na manhã desta segunda (14). Todos os trens estão indo somente até a estação Galeria. A Central está fechada para correção do descarrilamento.

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Funcionários estão no local onde houve o problema nos trilhos para entender o que houve. “Nossas equipes estão trabalhando para restabelecer a operação no trecho Central-Galeria o mais rápido possível”, diz o Metrô-DF em nota. A manutenção dos serviços metroviários da capital é feita por uma empresa terceirizada.

Ocorre ainda uma manutenção preventiva entre as estações Shopping e Asa Sul. O Metrô-DF afirma que, por isso, “haverá maior tempo de parada dos trens nas demais estações durante todo o dia”.

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Cinco meses de greve

Servidores do Metrô-DF estão de greve desde o dia 19 de abril. Com isso, apenas 80% dos trens circulam em horário de pico há quase cinco meses; no entrepico, 60% da frota fica disponível.

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Os funcionários reivindicam a retomada ao auxílio-alimentação e do plano de saúde. Há um dissídio coletivo em análise no Tribunal Regional de Trabalho (TRT-10), mas sem data para julgamento. o Sindicato dos Metroviários (SindMetrô-DF) afirma que, desde abril, os servidores não recebem os benefícios e têm sofrido cortes nos salários.

“A empresa se recusa a manter o direito dos empregados, se recusa a assinar nosso Acordo Coletivo de Trabalho se aproveita da demora da justiça para prejudicar cada vez mais os metroviários”, afirma o SindMetrô-DF.

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Para Ibaneis, a greve é “política” e tem por objetivo evitar a privatização. “Aguardamos a liberação do Tribunal de Contas para que a gente possa fazer, no modelo de concessão, a entrega do metrô a iniciativa privada”. O governador acredita que a terceirização dos serviços “vai trazer melhorias para a população que mais sofre com essas greves anuais dos metroviários do DF.”

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