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Dia das Crianças deve aquecer economia no DF

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Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

A menos de um mês para o Dia das Crianças, os comerciantes já começam a se preparar para receber os clientes, sejam mães, pais, tios, avós, entre outros parentes que costumam presentear os pequenos com roupas e brinquedos no dia que é dedicado à diversão. De acordo com levantamento feito pela Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF), a expectativa média de crescimento nas vendas é de 20,78%, tendo também a confiança dos empresários aumentado em 400%, segundo a pesquisa.

No ano passado, apenas 7% dos entrevistados da pesquisa acreditavam que a data traria incremento às vendas no comércio. Menos de 1% acredita que o resultado, porém, será negativo.

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Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, trata-se de um momento especial para o comércio, uma vez que pode simbolizar um novo reaquecimento no setor. “Já prevíamos esse cenário. Em agosto tivemos algo parecido com aumento da confiança do empresário atrelado ao Dia dos Pais. Agora seguimos confiantes em um segundo semestre de 2021 parecido com o segundo semestre de 2019, com recuperação dos empregos e alta nas vendas, tanto no Dia das Crianças, quanto no Natal”, destacou.

Segundo Edson de Castro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), está previsto um aumento de cerca de 14% contra as vendas negativas de 2% tidas no ano passado pelo setor. O gasto médio deverá ser entre R$ 120,00 a R$ 130,00, aproximadamente e os presentes com expectativa mais alta de vendas devem ser as roupas infantis, cobrindo cerca de 60% dos consumidores. Em pesquisa realizada, 98% dos entrevistados pretendem pagar os presentes com o cartão de crédito – em 2020, o índice era de 82%.

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Para ele, esta data deve ser um prenúncio do que virá para o fim do ano, no Natal, quando as famílias recebem o 13º e estarão mais engajadas em se reunir do que no ano passado, devido aos avanços da vacinação. Tanto para o Dia das Crianças quanto para o comércio no geral, a imunização, segundo Edson, tem colaborado para a maior movimentação no comércio.

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“Se o Dia das Crianças vai bem, automaticamente o Natal explode, porque é um período de presentes para todo mundo praticamente. Vamos sentir o movimento agora com as crianças. O lojista está acreditando muito, e as lojas estão preparadas. É um tempo em que se vende de tudo: roupas, brinquedos, sapatos, eletrônicos, etc. É uma data que é muito boa para o comércio – é uma festa familiar”, destacou.

Movimento ainda tímido

No Paranoá, na loja Home Store, dedicada a produtos para presentes, os representantes já têm visto certo movimento de mães com filhos, sondando os produtos e fazendo uma pesquisa de preços. Como estratégia para atrair a clientela, a gerência decidiu expor os produtos infantis na vitrine.

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Júnior Martinez, um dos administradores do negócio que abriu em dezembro do ano passado na cidade, afirma que ainda é cedo para levantar possíveis números de vendas, uma vez que o movimento específico para brinquedos e artigos infantis ainda é tímido, mas a expectativa é boa. “Estamos esperando que aconteça o que aconteceu no Natal do ano passado, no dia das mães e no dia dos pais: as compras de última hora, como faz o bom brasileiro”, disse o comerciante.

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“Abrimos durante a pandemia e não sabemos o que esperar exatamente; vai ser nosso primeiro Dia das Crianças, mas estamos confiantes. Parece que estão passando para ver a qualidade dos produtos e as opções de compra – mas o movimento está variando um pouco. Ontem [19/09, domingo], por exemplo, havia mais pessoas na loja. Mas o calor também está desanimando as pessoas a saírem”, destacou.

Entretanto, apesar das boas expectativas pela Fecomércio-DF, já na loja de enxovais Silveira Baby, também no Paranoá, o movimento não dá sinais de melhora. Fernando de Souza, administrador do negócio há 15 anos, explica que ainda não há nada que indique uma possível mudança de cenário para o Dia das Crianças devido à crise financeira gerada pela pandemia da covid-19.

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“Não conseguimos estocar muitos produtos, porque estamos com medo, já que não estamos vendo vendas. Tem muita gente desempregada, sem dinheiro e sem os benefícios do governo como no ano passado. Então estamos todos na retranca, com medo”, afirmou. “Tenho estoque, mas não quis colocar além do que trabalhamos normalmente.”

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De acordo com o comerciante, para atrair a clientela, o jeito é fazer promoções, abaixando o preço ou abatendo em compras com mais de um item. O problema, segundo Fernando, é a falta de dinheiro do cliente. “Ainda não vimos nenhuma movimentação. Estamos todos cismados, sem expectativa de vendas, tudo ainda muito incerto. Falam sobre aumento de vendas, mas não é o caso por aqui – no comércio de rua, os vendedores estão todos na porta das lojas [esperando clientes]”, alegou.

A expectativa de Fernando também está nos retardatários, que sempre deixam as compras para a última hora, na última semana. No ano passado, foi o que salvou as vendas para o Dia das Crianças. “Foi um ‘boom’. As pessoas vêm correndo na semana afirmando que querem uma roupa, um sapato ou um brinquedo. É o mal do brasileiro. Não aumentamos muito as expectativas justamente para não ficar com sobras e não vender quase a preço de custo”, finalizou.

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