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MAB emociona público após 14 anos sem arte

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Assim que soube da abertura do Museu de Arte Moderna (MAB) para a visitação pública na sexta-feira (28.5), a artista plástica Anaíce Cavalcante partiu para a Orla da Vila Planalto. Chegou sozinha, passeou calmamente por cada quadro, registrou tudo na câmera do celular e viu um filme passar pela sua cabeça.

“É um sonho. Esse museu reaberto depois de 14 anos. Aqui, participei de uma coletiva com o quadro “Peixe”. Estou encantada. Só via essas gravuras de Tarsila do Amaral em livros. A emoção de estar diante dessa arte e nesse museu é sem tamanho. Quero expor aqui de novo. Agora, uma individual”, almeja a pintora naïf que chegou de Fortaleza há 30 anos.

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A emoção estética de Anaíce parecia estar espelhada nos olhos do fotógrafo e jornalista Orlando Brito, que passeava entre os totens expositivos de 18 trabalhos emblemáticos de sua autoria. Curioso, o artista fazia o exercício de imaginação: “O que será que se passa na cabeça de cada pessoa ao ficar diante de minha obra?”. Assim, via sentido para a produção marcante que o tornou uma referência da fotografia humanizada sobre o poder e seus bastidores.

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“Nesses tempos de pandemia, há poucas notícias boas. A reabertura do MAB é, sem dúvida, uma delas. Um espaço tão construtivo para a cidade. Aqui, percebo como nossos personagens se tornam coadjuvantes dentro dessa maravilha de arquitetura criada por Niemeyer. A história convive com Brasília”, aponta.

Emoção aos olhos

Enquanto Orlando Brito circulava, o casal Socorro Cronberg e Emídio Lima Gomes parou diante de uma de suas obras: a foto de um ser humano fantasiado de A Morte, expondo ironicamente, no peito, a urgência à vacina.
“Não tem como não pensar na pandemia e nesse momento no qual a cultura se torna fundamental para acalmar nossos espíritos”, observou o advogado aposentado Emídio.

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Com 45 anos de Brasília, os dois visitaram pela primeira vez o MAB e ficaram encantados. Emídio saiu de lá prometendo espalhar para os quatro cantos do DF as maravilhas daquele espaço, enquanto Socorro, dentista de ofício, extasiou-se com as imagens de Orlando Brito, cujo trabalho jornalístico sempre acompanhou.

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A felicidade do público era o bálsamo do gerente do MAB, Marcelo Gonczarowsca, que não escondia a felicidade em ver o térreo do museu ocupado artisticamente. Nesse momento, a abertura do MAB é gradual e ocupa área externa (Jardim de Esculturas), pilotis (Orlando Brito e murais históricos) e hall (gravuras de Tarsila do Amaral). Em breve, o primeiro andar surgirá com parte substancial do acervo.

“Estou satisfeito porque estamos oferecendo um serviço que eu, como cidadão, gostaria de usufruir. Abrimos um MAB acessível, inclusivo, com capacidade de dialogar com diversas camadas da sociedade”, exaltou.

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“É uma abertura com cautela”, como definiu o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, com um olho na obra de arte e outro nos rumos da pandemia. “O público precisa estar aqui com total segurança, sem risco algum para a saúde. Ao mesmo tempo em que, sabemos que esse reencontro com a arte é um refresco para alma, um alento para a população”.

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Com o MAB aberto e a vizinha Concha Acústica em ajustes de detalhes, como paisagismo e pintura, a pasta da Cultura planeja fortalecer a Orla da Vila Planalto como importante polo cultural do DF. “Vamos virar essa página de quase uma década e meia de abandono. Estamos voltados à comunidade e à importância do acesso à cultura”, apontou o secretário-executivo, Carlos Alberto Jr.

MUSEU DE ARTE DE BRASÍLIA

Regras de visitação

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  • – Visitação: de quartas a segundas-feiras, de 9h a 21h. Fechado às terças-feiras.
  • – Capacidade: Pilotis (140 pessoas); hall (15).
  • – Observação: uso de máscara, controle de temperatura e espaçamento entre as pessoas; álcool gel disponível
  • – Informações e agendamento de visitas guiadas para grupos: [email protected]
  • – Classificação indicativa: Livre
  • – Endereço: SHTN, trecho 01, projeto Orla polo 03, Lote 05, CEP: 70800-200 Brasília – DF
  • – Instagram: @museudeartedebrasilia

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