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Inmet emite alerta para risco de tempestades

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Os brasilienses devem estar preparados para fortes chuvas ainda essa semana. O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e o aviso também aponta para o risco de rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora, além de queda de galhos de árvores, alagamentos e raios. De acordo com Mamedes Luiz Melo, meteorologista e pesquisador da instituição, tais episódios de instabilidade climática são normais no verão, estação que permanece até 20 de março.

“São chuvas típicas dessa época, aquelas de curta duração mas com forte intensidade”, explica o especialista.

Conforme descreve o meteorologista, esses temporais deverão se concentrar no período da tarde e noite, e devem se estender, pelo menos, pelos próximos 15 dias, em áreas isoladas da capital. “A tendência de chuva é que elas ocorram até o dia 16 de fevereiro. Devido ao aquecimento diurno com bastante umidade, essas chuvas deverão se concentrar, normalmente, no período da tarde e noite”, alerta Mamedes. No entanto, apesar dos riscos de chuva, os próximos dias também devem permanecer quentes e abafados, com temperaturas variando entre 17ºC e 30ºC, e com umidade relativa do ar entre 35% e 95% . Essa sensação se dá devido a combinação de temperatura e umidade alta, o que intensifica a nebulosidade e a formação de chuvas.

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As expectativas do Inmet, por sua vez, são que, essa semana, as chuvas sejam menos violentas que as últimas. Na última terça-feira (26), por exemplo, cerca de 52 árvores foram derrubadas devido a força da água e do vento. Neste dia, o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), constatou que 1.046 raios alcançaram o chão do DF, o que, de acordo com o coordenador do Elat, Osmar Pinto, corresponde a mil vezes a corrente de um chuveiro elétrico. Ele afirma que, para um dia, esse número é alarmante. “É um número muito alto. Em geral, tempestades produzem, ao longo de um dia em uma cidade, de 50 a 300 raios”, argumenta.

Devido a essa alta incidência, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil recomendam evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada, assim como lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra raios, como é o caso dos celeiros, tendas ou barracos, e também os veículos sem capota. Estar em espaços abertos, como campos de futebol e estacionamentos, por exemplo, também oferecem riscos. Mamedes esclarece ainda que a gravidade dessas tempestades está, na maioria dos casos, relacionada às descargas elétricas e a forte intensidade da água. “O que a defesa civil recomenda é que se procure por lugares edificados e ali espere até os temporais se acabarem. A duração deles é de, geralmente, 15 ou 20 minutos”, orienta o profissional.

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O meteorologista acrescenta que, para não ser pego de surpresa por esses eventos, deve-se estar preparado e bem informado a respeito da previsão do tempo na sua cidade. “Essas informações estão no site do Inmet e, caso tenhamos algum evento mais severo, isso estará nos avisos meteorológicos, que podem ser acompanhados diariamente”, completa. Para o tenente-coronel Lopes, do Grupamento de Proteção Civil do Corpo de Bombeiros do DF, a prática recomendada por Mamedes é essencial. “Quando se está no meio da corrente, fica muito mais complicado tomar qualquer tipo de atitude que irá preservar a sua vida”, diz.

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Analisando o número de mortes causadas por raios no Brasil nos últimos 20 anos (2000 a 2019), o Elat confirmou que, no país, o fenômeno mata, em média, 110 pessoas, e deixa mais de 200 indivíduos feridos anualmente. Destes óbitos, 43% ocorreram no verão. Diante disso, a entidade estipulou e disponibilizou, em uma cartilha (que pode ser encontrada no site), as principais orientações de proteção utilizando um mapeamento detalhado. De acordo com o material, os raios podem acontecer pouco antes da chuva começar ou no estágio final da tempestade. “Busque abrigo tão logo veja nuvens carregadas no céu ou escute um trovão, que sinalizam o início da tempestade. Evite sair para lugares abertos, ou entrar na água de mar, rio ou piscina imediatamente após a chuva”, explicam no documento.

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Por mais que seja o local mais seguro, o grupo destaca algumas precauções a serem tomadas por aqueles indivíduos que se encontram em casa no momento do temporal. A cartilha expõe que essa é segunda circunstância em que mais morrem pessoas por raios no Brasil, com 21% das fatalidades. Dentre os conselhos apresentados pelo Elat, estão não utilizar equipamentos elétricos ligados à rede elétrica ou ficar perto de tomadas, não utilizar telefone com fio e nem utilizar chuveiro elétrico e não ficar próximo de janelas ou portas metálicas e redes hidráulicas (torneiras e canos).

Quanto à estrutura das residências, o Tenente-Coronel avisa: “Em algumas casas mais fragilizadas, como aquelas que não são feitas de lajes, existem riscos de que elas não aguentem certos impactos. Então, se a chuva estiver muito forte, se você observar que o vento está arremessando alguns materiais, mantenha-se debaixo da mesa, ou se proteja com algum outro utensílio”, elucida.

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