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DF registra 118 mortes envolvendo acidentes de trânsito em rodovias

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Foto: Divulgação/CBMDF

Uma pesquisa do Painel de Acidentes Rodoviários da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada na última segunda-feira, constatou que o Distrito Federal contabiliza cinco vezes mais acidentes a cada 100 quilômetros que a média nacional. Os dados, que são de 2020, mostram que, na capital, o índice registrado foi de 405 casos.

Em todo o país, esse número ficou em 81. “Ainda há necessidade da mudança de mentalidade de condutores e pedestres”, afirma Pamela Vieira, chefe da comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no DF.

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No período analisado, a PRF do DF relata terem ocorrido 118 mortes nas rodovias federais que cortam a capital. O número, no entanto, é 23, 32% menor que em 2019, quando ocorreram 158 óbitos. Conforme destaca Pamela, para que esse número continue diminuindo, é necessário a junção de diversos fatores.

“Dentre eles, educação para o trânsito, engenharia de trânsito e de veículo, mudança de cultura dos cidadãos, esforço legal, leis rígidas, fiscalização”, ressalta.

Como informa a porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, dentro do DF, a BR 070 corresponde ao único ponto crítico entre os 100 maiores do país. “A PRF tem feito o seu papel. Foi feita a reversão da BR 070, que diminuiu em 65% os acidentes na região e praticamente zerou o trânsito pelo acostamento”, destaca Pamela.

Além da medida, ela revela que também foram realizadas edições de operações específicas de combate à embriaguez e que, em relação à 2019, foram multados 30% a mais de condutores. “Fizemos diversas operações integradas com outros órgãos de trânsito, a exemplo da Operação Força Conjunta. Fizemos operações específicas para aumentar o respeito aos ciclistas e motociclistas. Neste mês de fevereiro, nosso foco serão os pedestres”, completa.

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A título de exemplo, o doutor em trânsito da Estácio Brasília, Arthur Moraes, relembra uma melhoria feita em uma das rodovias da capital que ocasionou em uma redução significativa de acidentes. Para o professor, o que define uma localidade como perigoso ou não, é a infraestrutura e a fiscalização dela. “Um exemplo aqui em Brasília é a pista que leva até Goiânia. Antes da duplicação, a quantidade de acidentes que aconteciam eram bem maiores. No entanto, com a melhora da infraestrutura, melhorou-se a segurança”, expõe.

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