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Dengue tem sintomas similares à covid

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A dengue é uma doença viral contraída a partir da picada do mosquito Aedes aegypti. Como explica a médica intensivista, Adele Vasconcelos. As larvas do inseto transmissor ficam inativas por um longo período de tempo. No entanto, ao começarem as chuvas e o acúmulo de água em locais inapropriados, as chances de proliferação e desenvolvimento do mosquito aumentam significativamente.

“As larvas começam a se desenvolver naquela água parada. A partir disso o mosquito se desenvolve”, descreve a especialista.

Para se prevenir do transmissor, a médica destaca a importância da higiene. “Cuidar do nosso lixo o mantendo coberto, assim como as caixas d’água e não deixar água parada, acumulada em garrafas ou pneus”, salienta a profissional. Adele ainda enfatiza que, os terrenos abandonados são outro fator que se deve ficar atento. “Temos que ficar de olho nesses terrenos baldios. São locais muito comuns de proliferação”, declara.

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Quanto aos sintomas mais comuns para a identificação da contração, estão as fortes dores de cabeça, localizadas, principalmente, atrás dos olhos, chamadas retroorbitária, a mialgia, dor no corpo generalizada, a dor nas articulações e a febre. “Esses são os sintomas clássicos. A dengue, inclusive, é chamada de ‘febre quebra ossos’, pois é uma dor muito forte”, afirma a médica.

Por se tratarem de sinais bastante parecidos com os da Covid-19, Adele completa reforçando a necessidade de uma avaliação minuciosa e detalhada. “Temos que ter bastante atenção e ficarmos de olho nesses sintomas que, no início, podem ser bem parecidos com os do coronavírus”, reitera.

Apesar de serem menos comuns, casos de dengue hemorrágica, que podem levar à morte do paciente, acontecem e devem ser levados em consideração. “Temos sempre que pensar na dengue, apesar de serem casos mais raros, como uma doença grave e que pode sim levar ao óbito. As chances de desenvolvê-la são pequenas, de fato, mas temos que manter os olhos abertos pois não sabemos com quem pode vir a acontecer”, finaliza Adele.

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Participação da comunidade

O subsecretário de vigilância à saúde, Divino Valente conta que, recentemente, a pasta recebeu autorização para contratar mais mil agentes de saúde para realizar as operações preventivas pelas cidades. Todavia, o subsecretário pede ajuda da população.

“É muito difícil afirmar que iremos controlar a proliferação do inseto, se os quintais estiverem repletos deles. Nossos esforços serão tímidos se não houver uma participação da comunidade. Tire 10 minutos do seu dia para olhar seu imóvel, ver se não tem nenhum pneu, bacia ou garrafa com água parada”, relembra. Em casos de terrenos vazios, o representante é enfático quanto a importância do comunicado. “Não hesite em ligar na subsecretaria de vigilância. São ações individuais que geram efeitos coletivos”, acrescenta.

Atualmente, a Secretaria de Saúde do DF tem buscado realizar ações multidisciplinares e integradas de modo a intensificar o combate ao Aedes aegypti. “Não depende só da saúde, mas também dos setores de limpeza pública, controle da qualidade das habitações, do saneamento básico e da pluviometria. São vários fatores envolvidos e, hoje, a pasta está trabalhando em concretizar essa integração”, finaliza Divino.

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