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Chacina de Unaí completa 17 anos nesta quinta (28)

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Há exatos 17 anos, em Unaí, município de Minas Gerais que faz parte da Rede Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), ocorria uma verdadeira chacina. Auditores fiscais do Ministério do Trabalho que investigavam denúncias de trabalho escravo foram mortos a mando de um fazendeiro.

Os auditores Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Aílton Pereira de Oliveira caíram em uma emboscada e foram mortos a tiros em uma região rural de Unaí-MG. O fazendeiro Norberto Mânica, irmão do então prefeito Antério Mânica, confessou que mandou matar as vítimas.

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“É um vazio e uma injustiça tão grandes que não consigo descrever. Foi um crime brutal e uma violência tão pesada que deixou uma marca que jamais será esquecida. Penso no meu marido morto todos os dias”, conta a professora Marinês Lima de Laia, 53 anos, ao jornal mineiro O Tempo. Marinês é viúva do auditor fiscal Eratóstenes Gonçalves.

Prevalece nos familiares das vítimas o sentimento de impunidade. “Até quando vamos esperar justiça?”, indaga a secretária Helba Soares da Silva, esposa do auditor Nelson José da Silva. Isso porque o ex-prefeito Antério Mânica, que havia sido condenado a 100 anos de prisão por ser considerado um dos mandantes do crime, teve a sentença anulada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, em 2018. A Justiça considerou que as provas eram insuficientes. O irmão, Norberto Mânica, que confessou ter mandado matar as vítimas, já vivia e ainda vive em liberdade, aguardando julgamento em instâncias.

Além de Antério e Norberto, há outros dois suspeitos de mandarem matar os auditores fiscais e o motorista. Eles são José Alves de Castro e Hugo Alves Pimenta. Ambos foram condenados mas aguardam recursos judiciais e, por isso, também estão soltos.

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Os matadores contratados pelos irmãos são Rogério Alan Rocha Rios, Erinaldo de Vasconcelos Silva e William Gomes de Miranda. Ambos foram condenados e cumprem pena em regime semiaberto, exceto Erinaldo, que foi para a prisão domiciliar por conta da pandemia do novo coronavírus.

Quem contratou os assassinos são Francisco Elder Pinheiro e Humberto Rios. Humberto teve a pena prescrita, e Francisco morreu em 2013, antes do julgamento.

Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo

A chacina de Unaí marcou o país. Decidiu-se que o dia 28 de janeiro, dia em que foram mortos os auditores, seria considerado o Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo.

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