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Após dois meses de luta pela vida, soldado da PMGO recebe alta

Emanuel da Silva Araújo foi baleado enquanto tentava impedir um assalto em Valparaíso de Goiás-GO em outubro deste ano

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Após quase dois meses lutando pela vida, o soldado da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Emanuel da Silva Araújo recebeu alta na quinta-feira (24), véspera de Natal.

A despedida de Emanuel do Hospital de Base foi calorosa. Policiais, bombeiros e profissionais de saúde aplaudiram a alta do policial. Veja:

Emanuel estava hospitalizado desde o dia 29 de outubro, quando acabou baleado enquanto tentava evitar um assalto a um estabelecimento em Valparaíso de Goiás-GO. Estilhaços de um dos projéteis atingiram o pulmão do policial, o que o deixou com apenas 1,5 litro de sangue.

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Primeiramente, o PM foi levado à UPA de Valparaíso; depois, ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e, por último, para o Hospital de Base. Passou por cirurgia inicial para estancar a hemorragia interna. Cunhado de Emanuel, Alfredo Pedrosa conta que os primeiros momentos foram de apreensão. “A gente não sabia o que iria acontecer. As chances estavam contra ele.”

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Emanuel está para ser pai, e sua mulher está no oitavo mês de gestação. Na época, Luana Pedrosa sofreu bastante com o ocorrido. “Tudo aconteceu em um momento delicado. Eu estou grávida, e estava no sexto mês. Quando fiquei sabendo, estava em casa e foi muito difícil, no início. Foram quase dois meses de internação, a coisa foi evoluindo bem, mas tiveram algumas intercorrências durante o caminho”, explicou Luana.

Com a gestação em curso e com o marido se recuperando dos traumas e lesões, Luana ainda contou com muita resiliência para passar pelo momento mais difícil de sua vida, aliada uma pandemia em curso. “Nos últimos tempos a coisa vinha evoluindo muito bem, mas tínhamos um receio grande de que algo pudesse acontecer. Emanuel estava internado no Hospital de Base, e estávamos com medo da Covid-19. Entretanto, os médicos disseram que ele teve uma recuperação muito rápida diante de tudo que aconteceu com ele”, afirmou.

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“A luta começa de verdade agora”

Emanuel também sofreu uma lesão no cérebro e teve um acidente vascular cerebral hemorrágico, o que prolongou a permanência dele na unidade e o deixou com sequelas. Agora, o PM irá passar por fisioterapia e fonoaudiologia para tentar revertê-las. “Agora, a luta começa de verdade”, comenta o cunhado. “A gente vai ter que todo aparato para que ele possa voltar o mais rápido possível. Quanto mais rápido a gente trabalhar nessas questões, menores são as sequelas que ele vai manter”.

“Os médicos falam que o cérebro é um músculo preguiçoso. Então, só saberemos se as sequelas serão permanentes só daqui a seis, sete meses, porque é o tempo que o cérebro exige para ir se habituando aos movimentos naturais”, explica Alfredo.

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Embora o soldado ainda não consiga andar e se expressar bem, a família não se deixa abater. “Os médicos ficaram assustados com a recuperação dele, não esperavam que fosse tão rápido. Tiro no peito, perfuração no pulmão… Foi um milagre.”

Para a esposa Luana, o caminho longo não desanima, principalmente por Emanuel ter uma personalidade forte. “A recuperação será longa, vamos ter muito trabalho com o fisioterapeuta e alguns outros acompanhamentos. Estamos bem confiantes de que ele possa estar 100% no futuro. Emanuel é muito determinado, tem evoluído todo dia. Ele estudou muito para ser policial militar e gosta do que faz. Estamos esperançosos de que ele voltará a exercer a função que tanto ama, que é servir a população”, disse.

O caso

No dia 29 de outubro, Emanuel estava em um estabelecimento em Valparaíso de Goiás-GO, quando um menor de idade teria cometido um ato infracional análogo a roubo. O policial, que não estava em serviço, reagiu, dando início a uma troca de tiros. O adolescente morreu no local; o soldado foi baleado no peito.

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