Ibaneis acredita em volta às aulas presenciais na rede pública no dia 31

Entretanto, governador alega que poderá adiar a data “se houver necessidade”. Aulas particulares estão suspensas por determinação judicial

O governador Ibaneis Rocha disse nesta segunda-feira (10) que as aulas presenciais na rede pública devem retornar no próximo dia 31 de agosto.

Segundo Ibaneis, as tratativas entre professores, alunos e o Governo do Distrito Federal (GDF) estão indo bem, e a data de retorno deve ser mantida. “Estão caminhando muito bem na conversa com professores e pais de alunos. Estou achando que vai dar para manter o calendário”, disse o governador, em entrevista à rádio CBN.

No entanto, o chefe do Executivo local afirmou que poderá mudar a data. “Se houver necessidade, vamos adiar”, disse.

Ibaneis fez uma crítica ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que, na semana passada, interviu na retomada das aulas particulares. “Esse é um assunto que tem que ser tratado entre as partes. O MPT não deveria estar atuando, porque da maneira como eles colocam, eles se arvoram de defensores das crianças, e os pais são os verdadeiros defensores. Eles sabem muito bem se vão ou não levar as crianças às escolas”, opinou o governador.

Rede particular

Ainda sobre as aulas presenciais na rede particular, o retorno havia sido autorizado pelo GDF, mas a Justiça suspendeu a medida. Para Ibaneis, as instituições vão acabar por ter problemas financeiros por conta do fechamento.

“Nós vamos ter um problema seríssimo, que é a demissão em massa. A grande maioria das escolas são pequenas, com menos de 100 alunos. Estas escolas todas estão fechando as portas e mandando todo mundo para a rua”, afirmou.

Ibaneis acredita também que o retorno com medidas de prevenção seria uma melhor medida do que a suspensão tal qual fez a Justiça. “As pessoas vão ver que era muito melhor ter sido feito com tranquilidade, acompanhamento, higienização, distanciamento… Eu ouvi falar até em revezamento de aulas…”. O governador falou que pode entrar com recurso para reaver a decisão judicial, mas disse que não pretende fazê-lo. “Eu acho que o assunto tem que ser tratado na mesa de negociação, na conversa”.

Até o momento, as escolas privadas seguem fechadas para o recebimento de alunos e professores.

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