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Advogado de Hage diz que prisão preventiva é “medida absurda”

Eduardo Hage foi preso durante desdobramentos da operação que apura fraudes na compra de testes de detecção do novo coronavírus

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O advogado do subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Eduardo Hage, afirmou que a medida de prisão preventiva a qual Hage foi submetido é “absurda”. Segundo Marcelo Moura Souza, o sigilo do inquérito só foi levantado no final da tarde, liberando o acesso dos advogados aos autos.

“A partir de agora é que poderão ser tomadas as providências. O que Eduardo Hage Carmo quer é saber do que está sendo acusado, para que possa prestar todos os esclarecimentos e ver cessada essa medida absurda de que foi vítima”, afirmou Souza.

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Eduardo Hage foi preso durante desdobramentos da operação que apura fraudes na compra de testes de detecção do novo coronavírus. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), responsável pela ação, alguns servidores estariam se organizando para fraudar licitações e comprar testes IgG/IgM de baixa qualidade e com preços superfaturados.

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Duas compras de testes são investigadas pelo MPDFT. Em uma delas, a fornecedora dos exames é uma empresa do ramo de brinquedos infantis. Ao todo, o prejuízo aos cofres públicos do DF gira em torno de R$ 18 milhões.

Além de Hage, foram presos preventivamente os seguintes membros da cúpula da Secretaria:

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  • Francisco Araújo, Secretário de Saúde
  • Eduardo Seara Machado Pojo do Rego, secretário-adjunto de Gestão em Saúde;
  • Ramon Santana Lopes Azevedo, assessor especial da Secretaria de Saúde;
  • Ricardo Tavares, ex-secretário-adjunto de Assistência à Saúde;
  • Jorge Antonio Chamon Junior, diretor do Lacen
  • Iohan Andrade Struck, subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde, que está foragido

A defesa de Hage se manifestou por meio de nota já na noite desta terça-feira (25). De acordo com o advogado do subsecretário, Eduardo Hage “quer saber é do que está sendo acusado, para que possa prestar todos os esclarecimentos necessários e ver cessada a prisão preventiva”.

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A nota diz ainda que “Eduardo se declara inocente em relação às acusações imputadas a ele”.

Confira a íntegra da nota: 

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Somente no fim da tarde de hoje (25/08/2020), foi levantado o sigilo do inquérito judicial e liberado o acesso dos advogados aos autos da segunda fase da operação chamada de Falso Negativo, do MPDFT, deflagrada na manhã desta terça-feira.

A partir de agora, poderei tomar as devidas providências, como representante legal do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo, até então, subsecretário de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF).

O que Eduardo Hage Carmo quer saber é do que está sendo acusado, para que possa prestar todos os esclarecimentos necessários e ver cessada a prisão preventiva, medida da qual foi vítima e que a considera absurda.

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Por fim, Eduardo se declara inocente em relação às acusações imputadas a ele e acredita que toda a situação desta investigação vai ser esclarecida com brevidade.

Advogado MARCELO DE MOURA SOUZA (OAB 12529-DF),
representante do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo

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