Abrasco presta solidariedade a Eduardo Hage, preso durante operação Falso Negativo II

Hage foi preso preventivamente durante desdobramentos da operação Falso Negativo II, de responsabilidade do MPDFT

O subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Eduardo Hage, foi preso preventivamente, na manhã desta terça-feira (25) durante desdobramentos da operação Falso Negativo II, de responsabilidade do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Na tarde de hoje, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) prestou solidariedade ao subsecretário, afirmando que Hage é “médico epidemiologista com larga experiência no controle de doenças transmissíveis, profissional de saúde de reconhecida competência nacional e internacional, seja na atuação nos serviços de saúde, seja no meio acadêmico, e que sempre pautou sua vida profissional pela ética e compromisso com o SUS”.

A nota foi assinada pelas seguintes entidades:

  • Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
  • Associação Rede Unida – REDE UNIDA
  • Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES
  • Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMMP
  • Sociedade Brasileira de Bioética – SBB

Além disso, colegas de profissão do subsecretário criaram uma vaquinha com o objetivo de pagamento da defesa junto ao judiciário.

Veja a nota na íntegra:

“Fomos surpreendidos esta manhã, 25 de agosto, com a notícia da prisão preventiva do subsecretário de Vigilância à Saúde da SESDF, Eduardo Hage do Carmo, em meio a investigações de suposta fraude na compra de kits diagnósticos para testagem da Covid-19.

Manifestamos aqui nossa total solidariedade ao colega e amigo Eduardo Hage, médico epidemiologista com larga experiência no controle de doenças transmissíveis, profissional de saúde de reconhecida competência nacional e internacional, seja na atuação nos serviços de saúde, seja no meio acadêmico, e que sempre pautou sua vida profissional pela ética e compromisso com o SUS.

Com mais de 30 anos de vida profissional dedicada ao serviço público, atuando em funções técnicas e de gestão, Eduardo Hage ocupou funções estratégicas na implementação da vigilância em saúde em nosso país, tornando-se referência na efetivação do SUS tal como inserido na Constituição Federal: inclusivo, democrático e efetivo.

Exigimos transparência e imediato esclarecimento sobre as razões dessa medida extrema, bem como ressaltamos a importância da presunção de inocência. Numa nova demonstração de interesses na propagação de acusações e conclusões precipitadas, não podemos permitir que essas ações atinjam a honra de pessoas comprometidas com o país.

Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2020

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
Associação Rede Unida – REDE UNIDA
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES
Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMMP
Sociedade Brasileira de Bioética – SBB

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