PCDF mira fazendeiros que geraram prejuízo de R$ 100 milhões ao GDF

Segundo investigações, empresários do agronegócio mineiro usavam laranjas no DF para abrir empresas fantasmas, comprar grãos vindos de SP e sonegar o ICMS

A Polícia Civil (PCDF) desarticulou, nesta quinta-feira (9), um grupo composto por fazendeiros que geraram um prejuízo de R$ 100 milhões as cofres do Governo do Distrito Federal (GDF).

Segundo investigações, empresários mineiros do ramo do agronegócio usavam “laranjas” para abrir empresas fantasmas no Distrito Federal. Estas empresas emitiam notas fiscais para compradores de grãos do Estado de São Paulo e sonegavam o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS), tributo cobrado em transações envolvendo mercadorias e destinado aos Estados.

Desta forma, o GDF não obtinha o ICMS das transações feitas pelo grupo, o que gerou o prejuízo de cerca de R$ 100 milhões.

Ainda de acordo com as apurações da PCDF, o grupo era bem articulado: quando a Receita local descobria a fraude e cancelava uma empresa, os laranjas criavam novas e davam sequência aos golpes.

Mandados

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo três em escritórios e residências de empresários em Unaí-MG e três em fazendas em Dom Bosco-MG. A operação, batizada de Sem Limite, é de responsabilidade da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor/PCDF); a 1ª Delegacia Regional de Unaí apoiou a ação.

Também foi determinado, junto à Justiça, o bloqueio de bens dos suspeitos, incluindo três grandes fazendas em Dom Bosco, cinco imóveis em Unaí, vários carros e caminhões e ainda duas aeronaves. Contas bancárias também foram bloqueadas.

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