Luta é pela sobrevivência de Mestre Damião

O cearense de 60 anos, que veio do Rio de Janeiro para o DF em 7 de setembro de 1986 para lutar

Campeão de artes marciais, grão-mestre de muay thai e luta livre esportiva,além de professor de vale tudo. Em resumo,esse é o currículo do mestre Damião Marques Fernandes, cearense de 60 anos, que veio do Rio de Janeiro para o DF em 7 de setembro de 1986 para lutar. Logo depois, mudou o foco para dar aulas em academias. Mas o alcoolismo e a depressão o levaram para uma situação de rua, em que se encontra no Paranoá.

Um alento é o apoio que recebe toda sexta-feira com a doação de cobertor e comida feita pelo grupo Amigos voluntários SOS. Um dos responsáveis é o morador da região, Cristiano César Soares, 31 anos, que conta como tem sido ajudar o campeão das lutas. “Ele anda e dorme na transversal da avenida do Paranoá, na quadra 24. Mas precisamos de apoio para tirá-lo da rua.Ele fala que quer sair,mas por conta da dependência da bebida alcoólica e da depressão, ele volta.  Os familiares também tentam levá-lo para casa, mais ele acaba fugindo”, relata.

Por diversas vezes, ex-alunos e integrantes do grupo comunitário já levaram o mestre Damião para clínicas de reabilitação, mas pela abstinência do álcool, ele se irrita e acabam tendo que dispensá-lo. “Ele precisa ir para uma clínica compulsória, porque se ele ficar sem beber,volta ao estado normal por conta da genética de atleta. Quando ele perdeu um filho de 15 anos em 2006, acredito que ele caiu em depressão, separou da esposa, mas muitos irmãos dele o ajudavam. Porém ele passava um ano sem beber, depois voltava.

De 2019 para cá, ele ficou sempre na rua”, conta André Borges, 37 anos, aluno de Damião em 2000, no Paranoá. Após adquirir aprendizado no Rio de Janeiro com o grão-mestre Nélio Naja, quem introduziu o muay thai no Brasil, Damião chegou em Brasília para ensinar a arte marcial. Tanto que teve academias em Taguatinga, Lago Sul e Asa Norte. “Ele veio para cá constituir família. Mesmo com o vício em cocaína, ele ainda conseguia lutar e dar aulas. Aí em 1997 terminou de lutar. Desde então tentamos colocá-lo em uma clínica, mas precisamos de uma em que ela possa ficar dopado por muito tempo.” Faixa preta de kung fu, karatê e muay thai, Damião teve muitos alunos, que hoje o ajudam.

Saiba Mais

Uma vaquinha também foi criada para ajudar Damião com os custos da mensalidade na clínica. “Arrecadamos R$ 600 uma vez. Com R$ 300, pagamos um psiquiatra para passar laudo com remédios. A outra metade usamos para pagar a gasolina e levá-lo até uma clínica na Cidade Ocidental-GO, além de remédio e roupas”, conta o ex-aluno do mestre.

Quem quiser contribuir, com Amigos voluntários SOS, pode entrar em contato p e l os números (61) 9 9403-5843/ 9 9149-0568.

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