Autor de pedido contra decreto de reabertura recebe ameaças e Polícia Civil é acionada

O pedido de investigação foi encaminhado diretamente ao diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) enviou um ofício ao comando da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para que apure possíveis ameaças sofridas por Marivaldo Pereira, um dos autores do pedido que resultou na liminar da justiça local, desta quarta-feira (08), que suspendeu o decreto de reabertura do comércio e das escolas na capital federal.

No documento assinado pelo presidente do órgão, o distrital Fábio Felix (Psol) narra que Marivaldo Pereira, do mesmo partido, passou a sofrer “ameaças e incitações à violência” por meio das redes sociais. Junto com outros três integrantes, Pereira foi o responsável por acionar o Judiciário local contra o decreto do Governo do Distrito Federal (GDF) que apresentava um cronograma e estabelecia regras para a reabertura das academias, dos salões de beleza e de outras atividades econômicas da cidade.

O pedido de investigação foi encaminhado diretamente ao diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, ainda nesta quinta-feira (9), e contém anexos que demonstram possíveis irregularidades cometidas por um cidadão chamado Felipe Carvalho que, segundo o texto, possui “um número relativamente alto de seguidores”.

Além de supostamente incentivar a prática de violência contra o integrante do Psol, Felipe Carvalho, em uma das postagem, chegou a proferir ameaças contra o juiz Daniel Carnacchioni, responsável por emitir a liminar palaciana.

 

“Entendemos que o debate público deve ser livre e que a liberdade de expressão é um dos pilares da nossa democracia, mas entendemos de igual maneira que há limites a essa liberdade, especialmente quando ela ameaça a integridade física de uma pessoa”, defende a CDH.

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