Coronavírus: UTIs dos hospitais privados chegam a 91% de ocupação

Segundo boletim do GDF, as regiões com mais casos confirmados de covid-19 são Ceilândia, Plano Piloto e Taguatinga, com 6.255, 3.332 e 3.307 casos

Nesta segunda-feira (29), segundo dados do Portal Covid-19 do Governo do Distrito Federal (GDF), o DF chegou a 47.071 casos confirmados do novo coronavírus, incluindo óbitos e pacientes recuperados. Foi registrado aumento de 2.166 casos desde o boletim divulgado às 18h de ontem. Segundo o boletim, as regiões com mais casos confirmados são Ceilândia, Plano Piloto e Taguatinga, com 6.255, 3.332 e 3.307 casos, respectivamente.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Saúde às 16h05 desta segunda, o DF tem 63,70% dos leitos públicos de enfermaria reservados para tratamento de casos de covid-19 ocupados. São 412 leitos divididos entre o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e o Hospital de Campanha do Mané Garrincha. Dentre esses leitos, 264 estão ocupados. Veja o gráfico:

Nas unidades privadas de saúde, são 213 leitos destinados, exclusivamente, para tratamento de pacientes infectados com o vírus. A situação, entretanto, é mais grave ainda nos hospitais privados. Segundo a secretaria, já são 91,32% dos leitos ocupados.

É possível observar, ainda pelos dados da secretaria, a quantidade de leitos da rede pública com suporte de ventilação mecânica. Dos 500 leitos disponíveis, 307 já estão ocupados. Isso representa o equivalente a 61,40%, conforme demonstrado no gráfico abaixo:

Falta de medicamentos

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) abriu edital para compra emergencial de medicamentos injetáveis com foco no atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus e que estão internados nas unidades de saúde do instituto. O prazo se encerra nesta terça-feira (30) às 23h59, e tem como objetivo garantir o abastecimento desses itens pelos próximos seis meses.

A aquisição compõe uma lista de medicamentos essenciais para a intubação como sedativos, analgésicos, entre outros insumos para controlar a pressão sanguínea em estado hipotensivo agudo, manutenção da estabilidade dos pacientes e coadjuvante no tratamento da parada cardíaca e hipotensão profunda.

“Estamos fazendo essa compra para garantir que não faltem esses itens, essenciais para o tratamento dos pacientes com covid-19 nas nossas unidades”, ressaltou o diretor-presidente do IGESDF, Sergio Costa.

As propostas devem ter prazo de validade não inferior a 90 dias e preço fixo, especificação clara, completa e detalhada do(s) produto(s) ofertado(s), preço unitário e valor total expresso em R$ (reais) e quantidade(s) do(s) produto(s).

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