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Moradores da comunidade de Santa Luzia temem contaminação e mudam rotina

Casas de madeira dividem espaço com edificações de alvenaria. O que já era difícil antes da pandemia declarada no dia 11 de março, ficou pior

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A 20 quilômetros de distância da Praça dos Três Poderes, os cerca de 16 mil moradores dos 3.793 domicílios da comunidade Santa Luzia, localizada na cidade Estrutural, sobrevivem com dificuldades. Os moradores driblam o esgoto a céu aberto que passa em frente às suas casas e dificulta o trânsito nas ruas estreitas e barrentas. A  comunidade ganhou novos desafios após o fechamento do lixão da Estrutura em 2018. Casas de madeira dividem espaço com edificações de alvenaria. O que já era difícil antes da pandemia declarada no dia 11 de março pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ficou pior.

Poliana Feitosa Teixeira, 32, é catadora e mora na comunidade há 10 anos. Sem poder trabalhar, ela vive com o marido e seus dois filhos em uma casa com quatro cômodos. Apenas o esposo, Ednaldo Santos Nunes, que exerce a profissão de pedreiro, está trabalhando.  Ela não imaginava que a situação atual devido a pandemia causada pelo novo coronavírus fosse grave. “A princípio ouvi falar sobre a doença, mas pensei que seria algo normal. Porém percebi depois que não se tratava de uma questão simples, quando vários lugares estavam sendo fechados não só no Brasil, mas no mundo todo por causa desse vírus. E foi então que comecei a ficar com medo.”

Preocupada com a saúde de sua família, principalmente, dos dois filhos, Poliana conta que orienta as crianças de 6 e 11 anos a adotarem as recomendações de prevenção contra a doença. “Eu comprei máscaras para os meus filhos. Eles não estão acostumados com elas e dizem que sentem falta de ar. Porém eu sempre falo para utilizarem, além de lavarem as mãos e usarem o álcool em gel.” Poliana gostaria de estar trabalhando, mas, com a falta de materiais apropriados, prefere não ir às ruas e teme pela saúde.  “Por ser catadora, o meu maior medo é em relação ao meio ambiente, pois a nossa atividade tem um papel muito grande na sociedade. O material que a gente separava para não voltar à área de transbordação da Samambaia acaba indo para lá. Infelizmente, não podemos cuidar da separação, pois não sabemos a origem dos lixos e se estão contaminados”, lamenta. 

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A nova realidade tem afetado a saúde psicológica da família. “Esse momento causou impactos na minha rotina, pois era da separação de materiais que eu tinha meu trabalho e tirava o sustento para a minha família. Nossa vida mudou totalmente. Estamos ficando só em casa mesmo. Acabou o hábito de levar os meninos para brincar no parquinho e deixar eles soltarem pipa na rua”, relata. Fazer compras também ficou mais difícil.  “Os preços aumentaram muito. O álcool em gel, por exemplo, a gente estava pagando cerca de R$ 15 em um frasco pequeno de 100ml”, completa.

Educação

Hodineia de Souza Paiva, 34, mora em Santa Luzia há 4 anos e era voluntária, além de ser responsável pela faxina em uma creche no local. Atualmente, ela e o marido, Valdemilson Alves Fernandes, estão desempregados. O sustento do casal e de mais dois filhos pequenos, de 2 e 9 anos, acontece por meio do auxílio emergencial e de doações de cestas básicas que a família tem recebido. Sem poder trabalhar, a moradora utiliza o tempo em casa para estimular que o filho mais velho continue a estudar, mesmo com a prorrogação da medida que suspendeu as atividades escolares no Distrito Federal. “Eu passo atividades. Não é a mesma coisa, mas eu passo alguns exercícios para ele”, destaca. 

Além de ajudar o filho de 9 anos com os estudos,  Neia, como é chamada pelos amigos,  relata o temor do filho sobre o período vivido. “Ele  questiona o que é isso é isso e quando vai acabar, pois ele quer voltar logo para a escola para estudar e ver os colegas de turma.”

Água e desinformação

Para Erlania Maria dos Santos, 38, um dos problemas é a falta d’água que compromete a higiene da família e dos vizinhos mesmo após a instalação de uma fossa séptica. Nascida no Maranhão,  ela é mãe de 7 filhos, mas só 5 vivem com ela e o esposo em uma casa de quatro cômodos. Erlania não trabalha no momento, fazia faxinas, mas a patroa dispensou devido a pandemia. Os bicos que o marido faz e o Bolsa Família tem ajudado no sustento da casa. Ela tem receio que os filhos morram infectados pelo coronavírus, por isso tenta ao máximo mantê-los em casa, mesmo sem, muitas vezes, conseguir supervisionar. “Eles estão sem estudar, mas eu não consigo ensinar eles a maioria dos deveres que as professoras mandam para o meu whatsapp, vão ficar prejudicados”, lamenta. 

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Com sintomas de depressão e também vítima da doença de Chagas, ela tem se informado sobre a pandemia pelos telejornais, mas os discursos das autoridades a deixam confusa. “O governador fala uma coisa e o presidente outra. Tenho medo dos meus filhos irem para a escola e voltarem infectados, pois sou do grupo de risco. Se eu morrer, quem vai cuidar deles?”, desabafa.

Daniele Soares, 29, mora na Santa Luzia há cinco anos. Mãe de três filhos, mora apenas com a mais nova de quatro anos. A artesã está sem trabalhar na pandemia, o marido que trabalha em um buffet também está parado.”Nós estamos sobrevivendo de doações dos vizinhos e das ONGs”, conta. Terminando o ensino médio ela e a filha estão com o ensino prejudicados sem atividades escolares em casa. “A minha filha está passando o tempo em casa brincando com pinturas, mas mesmo assim ela fica nervosa em alguns dias sem entender o que está acontecendo no mundo”. 

Medo da dengue

Ela não imaginava que a quarentena ia chegar ao atual ponto. Morando em um barraco de madeira, Daniele conta que apesar de não faltar água em sua casa aumentou os cuidados com a higiene usando álcool. Até o momento, os casos de coronavírus nas redondezas da sua casa são desconhecidos, e por isso, segundo ela,  mesmo com temor do vírus acha as medidas de isolamento social um exagero. A doença que preocupa mesmo Daniela e a família é a dengue, que está sem controle na favela e já fez de vítimas fatais até vizinhos próximos. 

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Apoio

Fundado em 2012, o projeto EducAmar desenvolve atividades para que os moradores de Santa Luzia, consigam suprir suas necessidades básicas por meio da educação e da fé. Jéssica Motta, presidente da instituição, explica que o trabalho realizado atende cerca de 120 famílias e possibilita que os participantes possam ser responsáveis pelas conquistas pessoais. “O objetivo, além de levar fé, é fazer com que as pessoas da comunidade cresçam de maneira mais autônoma e não apenas entregando doações. A maioria das associações visam doar, o que não é a nossa visão. Queremos fazer com que eles sejam protagonistas das próprias vitórias e não vivam sempre precisando que alguém doe uma cesta básica ou uma roupa.”

A falta de centros educacionais e a evasão escolar são problemas enfrentados não apenas em Santa Luzia, mas também em toda a cidade Estrutural. Para auxiliar a população local, os projetos educacionais oferecidos pelo EducAmar permitem que os moradores, especialmente o público infantil,  tenham acesso à prática de atividades de ensino, físicas e culturais. 

“As crianças têm aula de reforço, inglês, capoeira, jiu jitsu, além de balé e música. Nós tínhamos uma parceria com uma rede de ensino superior, porém não foi possível continuar. Essa colaboração proporcionava a alfabetização dos pais e teve duração de um ano”, relata Jéssica Motta. Segundo a responsável pela associação, as participantes da comunidade trabalham em oficinas de artesanato e se reúnem mensalmente para discutir sobre as necessidades que elas possuem.

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Outra atividade promovida é o Bazar Solidário, em que roupas, alimentos, brinquedos e produtos de limpeza são vendidos para a comunidade com valores simbólicos. “A gente monta como se fosse uma loja, e as pessoas compram por um preço acessível, que elas podem pagar. Isso gera renda para o projeto e cria uma responsabilidade para que eles não nos vejam como a iniciativa que doa coisas. Isso gera uma dignidade neles, pois podem comprar o que querem”, completa Jéssica.

A situação de vulnerabilidade social vivida pelos moradores de Santa Luzia tem gerado preocupação, principalmente, durante este período de pandemia. Jéssica  ressalta que a realidade das milhares de famílias é escassa de serviços essenciais. “Lá não têm acesso a saneamento básico, água, luz. Eles vivem do famoso ‘puxadinho’. O sistema de água e elétrico é feito pelos moradores mesmo, em que eles puxam da Estrutural. Então, elas vivem de forma precária e não tem o mínimo que a gente precisa de dignidade. Além disso, não possuem asfalto, as ruas são de terra, e convivem com esgoto a céu aberto. As famílias não têm moradia digna e a maioria são barracos de madeira. Na parte central, existem casas de alvenaria, pois é um pessoal que está lá a mais tempo  e que foi criando uma confiança para construir. Porém ainda há muitas residências de madeira com muitas pessoas morando em um cômodo só com banheiro. Elas vivem em extrema necessidade.”

Devido o período de quarentena e de isolamento social, o projeto EducAmar suspendeu as atividades presenciais. Porém realiza o acompanhamento dos participantes de maneira remota. “Nós temos um grupo de whatsapp com os moradores que tem celular. Os que não possuem, a gente tem famílias de referência que ficam responsáveis por eles. Além disso, fizemos uma ação com outras seis associações menores dentro da comunidade e realizamos a campanha SOS Santa Luzia. O objetivo era atender as família dos projetos com cestas básicas e produtos de higiene. As instituições fizeram o cadastramento de 1 mil famílias, e nós ficamos responsáveis por trezentas delas. Durante três meses, elas vão ser auxiliadas com esses produtos. A gente vai marcar datas, em que possam buscar os kits com horário marcado para evitar aglomeração”, esclarece Jéssica.

A reportagem entrou em contato com a Administração Regional do SCIA e Estrutural para comentar a situação dos moradores da comunidade de Santa Luzia, porém não obteve retorno até o fechamento da matéria.

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Covid-19: DF tem 5.616 casos ativos neste domingo (03)

Do total de 253.355 mil casos, 4.269(1,7%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus e 243.470 (96,1%) estão recuperados

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O Distrito Federal (DF) registrou, nas últimas 24 horas, 481 novos diagnósticos de covid-19. Desde o início da pandemia, 253.355 pessoas já foram infectadas na capital e, neste domingo (03) 5.616 casos estão ativos.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (29.130), Plano Piloto (22.579) e Taguatinga (20.621). Nas últimas 24 horas foi registrado 1 óbito.

Do total de 253.355 mil casos, 4.269(1,7%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus e 243.470 (96,1%) estão recuperados. Do total de óbitos,  356 são residentes de outros estados.

Com relação ao local de residência dos casos, 221.905 (87,6%) residem no DF e 20.237 (8,0%) residem em outras Unidades Federadas (UF), sendo que os municípios do entorno respondem pela maior proporção dos casos de outras UF.

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Iges-DF supera 3,7 milhões de atendimentos

É como se cada morador buscasse atendimento ao menos uma vez em uma das oito unidades geridas pelo Iges-DF

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De janeiro a setembro de 2020, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) realizou mais de 3,7 milhões de atendimentos em suas unidades gerenciadas.

Para ter ideia da grandeza da marca, hoje a população do DF estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 3 milhões de habitantes. É como se cada morador buscasse atendimento ao menos uma vez em uma das oito unidades geridas pelo Iges-DF.

Do total de procedimentos, 1.961.523 foram de consultas ambulatoriais, cirurgias e atendimentos de urgência na atenção especializada, realizados no Hospital de Base (HB) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Soma-se a essa quantia os 236.496 atendimentos (consultas médicas, classificação de risco e pacientes em observação) prestados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os 1.511.948 exames feitos em todas as unidades do instituto.

Para o presidente do Iges-DF, Paulo Ricardo Silva, a quantidade de atendimentos é reflexo de um esforço conjunto em prol da saúde pública. “Em um ano de pandemia, trabalhamos para garantir a tranquilidade da população”, afirmou. “Agradeço o empenho de todos os nossos colaboradores e servidores que tanto se dedicaram para salvar vidas”, disse.

Hospitais

Maior unidade da rede pública de saúde do DF, o Hospital de Base foi responsável por 159.633 consultas ambulatoriais, 8.855 cirurgias de urgência e programadas e 955.139 procedimentos ambulatoriais de média e alta complexidade (como o hemograma completo). Além disso, realizou 75.439 atendimentos de urgência na atenção especializada, 20.114 internações e mais 583.799 exames.

Já o Hospital Regional de Santa Maria realizou 62.277 consultas ambulatoriais, 4.219 cirurgias de urgência e programadas, 614.922 procedimentos ambulatoriais de média e alta complexidade, 43.815 atendimentos de urgência na atenção especializada, 17.110 internações e 445.451 exames.

UPAs

A Unidade de Pronto Atendimento de Ceilândia foi a que teve maior movimento em 2020. Ao todo, respondeu por 67.648 atendimentos (consultas médicas, classificação de risco e pacientes em observação) e 104.266 exames. Já a UPA de São Sebastião foi a segunda mais procurada, com 41.982 atendimentos e 87.063 exames.

Em terceiro lugar nesse ranking está a UPA de Samambaia, que realizou 37.291 atendimentos e 67.684 exames.

Veja a quantidade de procedimentos realizados pelas outras três UPAs geridas pelo Iges-DF:

UPA de Sobradinho: 36.517 atendimentos e 88.561 exames;

UPA do Recanto das Emas: 31.239 atendimentos e 81.961 exames;

UPA do Núcleo Bandeirante: 21.819 atendimentos e 53.163 exames.

Com informações da Agência Brasília

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Comércios poderão usar área pública mediante pagamento

O decreto, porém, não se aplica aos lotes localizados em área tombada de Brasília e a praças públicas

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Os comércios do Distrito Federal poderão ocupar áreas públicas, a título precário, próximas a áreas comerciais. A autorização, concedida pelo Governo do Distrito Federal, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal em 31 de dezembro de 2020.

O Decreto número 41.668, assinado pelo governador Ibaneis Rocha, especifica a fixação de preços a serem cobrados dos comerciantes, observando critérios como a localização do imóvel, a área pública utilizada, o valor de mercado dos imóveis próximos e a finalidade da utilização do uso.

O decreto, porém, não se aplica aos lotes localizados em área tombada de Brasília e a praças públicas.

Para a ocupação dos espaços os comerciantes deverão atender a requisitos. Caberá às administrações regionais darem anuência prévia da negociação, de acordo com suas áreas de competência.

A autorização a título precário poderá ser suspensa a qualquer momento, por determinação da administração pública mediante revogação do termo. Ao comerciante não caberá nenhum tipo de indenização, ainda que benfeitorias tenham sido feitas na área ocupada.

A livre circulação de pedestres deve ser garantida pelo comércio, sem qualquer restrição de passagem do fluxo ou interferências nas rotas de acessibilidade. Acessos a escadas e rampas devem ser garantidos, entre outras providências.

As informações são da Agência Brasília

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Praça abandonada no Arapoanga será revitalizada pelo GDF

Administrador regional de Planaltina, Célio Rodrigues afirma que a reforma promovida pelo GDF retoma as atividades de um ponto de encontro importante na região

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Após três anos parada e sem condições de uso, o Governo do Distrito Federal começou a revigorar uma praça do Arapoanga, em Planaltina. Orçada em R$ 415.538,42, a obra consiste em instalar novas placas da grama artificial no campo de futebol; recuperar e pintar todo o alambrado que o protege; trocar as traves velhas por novas; promover a pintura de instalações e marcações de campo; refazer os pisos das calçadas e o projeto paisagístico do jardim; além de completa reestruturação do parquinho infantil.

Administrador regional de Planaltina, Célio Rodrigues afirma que a reforma promovida pelo GDF retoma as atividades de um ponto de encontro importante na região.

“Em Planaltina há poucos espaços de lazer, principalmente que atendam a todas as idades. É oferecer qualidade de vida à população.”

A praça também ganha bancos para áreas de convivência e lixeiras novas. A empresa vencedora da licitação anuncia a geração de dez empregos diretos e cinco indiretos. Os recursos são frutos de uma emenda parlamentar do deputado distrital Cláudio Abrantes e a previsão é de que tudo fique pronto até 31 de março de 2021.

“Trata-se de uma demanda antiga e aguardada pela população e vai atender pelo menos 40 mil moradores do Arapoanga”, informa o diretor de Desenvolvimento e Ordenamento Territorial da Administração Regional de Taguatinga, Luciano Nunes Stacciarini.

O microempreendedor Pablo Leocádio de Moura, de 21 anos, é um deles. Criado em uma casa bem em frente à praça, ele conta que usava o campo com frequência, em jogos com amigos ou em um projeto de escolinha de futebol para crianças e jovens. “Todo esse espaço, em boas condições de uso, nos faz muita falta, há muitos anos. Será uma alegria vê-lo reformado e as crianças, jovens e adultos, no Ponto de Encontro Comunitário (PEC), voltando a frequentá-lo”, espera.

Com informações da Agência Brasília

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490 ofertas de emprego nesta segunda-feira

Mantendo a tendência dos últimos dias, o segmento de vendas lidera o ranking de vagas de emprego: são 166 postos de trabalho à disposição

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Com 143 oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência, as agências do trabalhador abrem 490 vagas de emprego nesta segunda-feira (4). Embora apresente o maior salário, R$ 2.500 mensais, mais benefícios, a única vaga para técnico de refrigeração, com especialidade em instalação, exige apenas ensino fundamental incompleto e dispensa a comprovação de experiência na área.

Mantendo a tendência dos últimos dias, o segmento de vendas lidera o ranking de vagas de emprego: são 166 postos de trabalho à disposição dos interessados – pracista (145), de consórcio (10), porta a porta (10) e comércio varejista (1). Os salários variam de R$ 1945 a R$ 1.300 mensais, mais benefícios. À exceção do vendedor de comércio varejista, as demais categorias não precisam comprovar experiência no ramo. A escolaridade exigida vai de nível fundamental incompleto a ensino médio completo.

Outro destaque são as 100 vagas abertas para consultor de vendas, destinadas exclusivamente a pessoas com deficiência. Auxiliares de cozinha são contemplados com 30 chances de entrar no mercado de trabalho, com salários de R$ 1.045 a R$ 1.300,00, mais benefícios.

Para concorrer a qualquer uma das vagas, basta ir a uma das agências do trabalhador. Empreendedores que desejam buscar profissionais também podem utilizar os serviços das agências do trabalhador. Além do cadastro de vagas, é possível usar os espaços físicos para seleção dos candidatos encaminhados. Para isso, basta acessar o site da Secretaria do Trabalho e preencher o formulário na aba “empregador”.

As informações são da Agência Brasília

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Em São Sebastião, projeto transforma terreno baldio em horta comunitária

O projeto pode ajudar mais de 100 pessoas carentes do Distrito Federal

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Antes do espaço ser tomado por entulhos e mato alto, um terreno baldio de 750 metros quadrados foi transformado em um projeto que pode ajudar mais de 100 pessoas carentes do Distrito Federal.

Em São Sebastião, o Instituto Inclusão, que administra três casas do GDF que fazem o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) iniciou, há cerca de dois meses, o plantio de uma horta comunitária em um lote vazio no setor de chácaras do bairro São Francisco.

A horta já deu seus primeiros frutos. Na semana passada, folhas de couve e de rúcula foram colhidas. E mais pés de três tipos diferentes de alface, cheiro verde, cebolinha, jiló, quiabo, além de mais couve e rúcula estarão prontos para a colheita em quatro semanas.

O projeto envolve o trabalho de diversas pessoas e órgãos: a Sedes é responsável pelos insumos usados na horta, como enxadas, sementes e adubo, e, em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), presta assistência técnica para a produção e prepara cursos para serem dados no local, como de agroecologia e permacultura; a administração regional limpou o terreno; o Instituto Inclusão coordena o plantio e manutenção da horta e, quem põe a mão na massa, são os acolhidos nas casas de passagem, em parceria com a comunidade. As casas abrigam homens em situação de rua, dependentes químicos e famílias migrantes entre os estados brasileiros que não têm residência fixa,

Para a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, além de incentivar o cultivo de alimentos naturais e a alimentação saudável, o cultivo das hortas comunitárias promove a interação social e proporciona o bem-estar físico e mental das pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“A horta é uma grande ferramenta para trabalhar a segurança alimentar, a educação ambiental, a mobilização social e os aspectos de vizinhança. Além disso, mais do que útil e saudável, é uma atividade prazerosa junto à natureza”, destaca.

A ideia é que os produtos colhidos sirvam para abastecer as casas e complementar a alimentação dos acolhidos, que fazem cinco refeições por dia. Em São Sebastião, são três unidades com 12 famílias e 63 homens abrigados. Por enquanto, dez canteiros estão cultivados, mas a ideia é ampliar a horta. “Temos espaço. Vamos fazer mais canteiros em todo o terreno e aumentar a produção”, afirma Daniel Feo Castro de Araújo, assessor da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes.

Vamos fazer mais canteiros em todo o terreno e aumentar a produção”, afirma Daniel Feo Castro de Araújo, assessor da Sedes I Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

O assistente social do Instituto Inclusão, Júnior Serra da Silva, coordenador do projeto, ressalta que, futuramente, a horta pode gerar renda e ocupação para a população em vulnerabilidade social acolhida em São Sebastião. “As pessoas podem colher e levar os produtos para vender nas feiras que acontecem aos finais de semana”, afirma.

Júnior Lopes, 19 anos, brigou com a mãe, saiu de casa e foi parar em uma das casas de acolhimento, onde pode ficar três meses. Ele conta com orgulho que ajudou a plantar o primeiro pé de cebolinha e vai ao local praticamente todo sábado ajudar na manutenção dos canteiros.

“A casa de acolhimento é uma espécie de casa coletiva e cuidar da horta é uma ocupação pra gente”, diz.

Até a igreja ajuda. O terreno pertence à paróquia Santo Afonso e fica ao lado da capela São Francisco, vinculada à paróquia. O envolvimento da comunidade é estimulado pelo pároco da região, o padre Paim. No final de todas as missas ele fala da horta e estimula que as pessoas usem os canteiros para cultivar produtos.

“Uma senhora que mora aqui perto plantou abóboras e ela ou a filha vêm regá-las todo dia”, conta Idorival da Silva Brito, que toma conta da capela e também ajuda na horta. Para ele, o grande benefício do projeto é proporcionar a interação da comunidade e dos acolhidos. “Já me propuseram fazer um abaixo-assinado para tirar os albergues daqui”, diz.

Com informações da Agência Brasília

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A partir desta segunda (04), prova de vida volta a ser exigida no DF

Tutores, guardiões e curadores dos aposentados e pensionistas deverão apresentar os seguintes documentos: original da tutela, termo de guarda ou curatela e documento de identidade oficial do representante legal

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Sendo anual, obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões, a prova de vida que foi suspensa em 16 de março por causa das medidas de prevenção ao novo coronavírus, volta em 2021 no Distrito Federal. Aposentados e pensionistas da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Distrito Federal precisarão comprovar que estão vivos, em uma apresentação presencial numa das agências do Banco de Brasília (BRB) a partir do dia 4 de janeiro (segunda-feira).

É feita uma vez por ano no mês de aniversário do aposentado ou pensionista nas agências BRB, de segunda à sexta, das 11h às 16h. É necessária a apresentação do documento de identidade com foto (Carteira de Identidade, Carteira de Habilitação ou Carteira Profissional com validade em todo o território nacional e emitida por órgão de regulamentação profissional), do CPF e de um comprovante de residência atualizado.

Os servidores aposentados e pensionistas que deixam de fazer a prova de vida no mês em que estiverem aniversariando são notificados para que, no prazo de 30 dias, apresentem a documentação exigida, sob pena de suspensão do pagamento do seu benefício. “O objetivo é coibir fraudes e irregularidades no pagamento de benefícios previdenciários”, informa o presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), Ney Ferraz Júnior.

Na prática, porém, aposentados e pensionistas continuaram voluntariamente a realizar prova de vida nesses meses de suspensão da obrigatoriedade, aproveitando-se de suas idas ao banco. Com isso, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) contabilizou 24.134 provas de vida de janeiro até 17 de dezembro. Isso corresponde a 39,04% do total previsto para o ano.

Tutores, guardiões e curadores dos aposentados e pensionistas deverão apresentar os seguintes documentos: original da tutela, termo de guarda ou curatela e documento de identidade oficial do representante legal.

Com informações da Agência Brasília

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DF perde mais uma referência gastronômica que era a cara dos brasilienses

Restaurante no Gilberto Salomão fecha as portas após mais de 30 anos

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Restaurante La Massas do Gilberto Salomão fecha as portas após 36 anos de funcionamento. A notícia pegou muitos de surpresa, que lamentaram a perda. Segundo clientes, o estabelecimento está fechado desde o dia 30 de dezembro, quando foi instalada a faixa de despedida.

Reprodução/ Instagram

Um dos motivos do fechamento do estabelecimento foi o alto custo de gastos e a falta de clientes, devido a pandemia em que muitos restaurantes precisaram ser fechados.

Cliente desde jovem, Fabio Andrade relata ter vivido bons momentos no local, onde fez questão de levar seus filhos para conhecerem o ambiente. “Essa é a lembrança que fica, um lugar familiar com gente de Brasília, onde vivemos bons momentos.” lamenta.

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GDF finaliza regularização do Guará II

O documento é a primeira fase para a conclusão de regularização de 177 imóveis – beneficiando cerca de 700 pessoas – e legalizando toda região

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Simone Barbosa, 40 anos, não tinha mais esperança de regularizar a casa onde mora com a mãe, no Guará II. Mas, em dezembro, teve uma surpresa. Técnicos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) entregaram cartas convocatórias aos moradores das QE’s 38, 42, 44 e 46. O documento é a primeira fase para a conclusão de regularização de 177 imóveis – beneficiando cerca de 700 pessoas – e legalizando toda região.

“Só descobri que a casa não estava regularizada depois que comprei. Há anos tento a legalização do meu imóvel”, lembra Simone, que mora na região há 14 anos. “Iniciar o processo de regularização é uma conquista que sonho há muito tempo. Se eu quiser vender o terreno, por exemplo, será muito mais valorizado com título”, comenta a professora.

A aposentada Célia Flores, 74 anos, também está ansiosa para, finalmente, ter o documento em mãos. Ela mora com os dois filhos no Guará II há mais de 25 anos e também não sabia que o imóvel não era legalizado. “É uma segurança para minha família. Minha idade é avançada e quero ter a tranquilidade de que esta casa será dos meus filhos, pois é um direito deles”, disse.

Processo

Apesar do Guará II ser uma região antiga e consolidada, ainda existem imóveis que precisam ser regularizados, como é o caso das quadras acima. Segundo o diretor de Regularização da Codhab, Leonardo Firme, após a entrega dos títulos dessas residências, toda a região será legalizada.

“Nossos técnicos passaram de casa em casa para garantir o primeiro passo para o processo de regularização, que é a entrega de cartas convocatórias. A segunda etapa foi a entrega dos documentos. Analisaremos toda a papelada até a segunda quinzena de janeiro”, explica o diretor. “É um trabalho diário para dar mais segurança jurídica aos proprietários”, reforça.

A administradora do Guará, Luciana Quintana, reforça a importância da ação do governo local para a população. “Era uma demanda antiga, esperada por décadas. O GDF está integrado para resolver as demandas da população, principalmente daqueles que mais precisam”, ressalta a responsável pela cidade.

Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

Outras regiões

Em dezembro, o GDF regularizou 5 mil ocupações rurais na capital. O governador Ibaneis Rocha sancionou a Lei Professor Aníbal, que vai permitir que essas ocupações sejam legalizadas. Com a nova legislação, pequenos, médios e grandes produtores terão segurança jurídica para produzir e gerar emprego e renda no campo.

Após décadas de espera, Arniqueira também iniciou sua tão sonhada regularização fundiária. Com a assinatura do decreto que aprova o projeto urbanístico, mais de 1,4 mil lotes que ocupam uma área de 319,28 hectares serão legalizados. No início dos anos 90, a área (um conjunto de chácaras) cresceu desordenadamente. Na atual gestão, ela foi transformada em uma região administrativa para se desenvolver com infraestrutura e sem agredir o meio ambiente.

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“Aqui se faz política com P maiúsculo”, diz Ibaneis em posse de mesa diretora da CLDF

A posse desta sexta-feira (1º) reconduz ao cargo, pela primeira vez, o presidente da Câmara Legislativa do DF, Rafael Prudente

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante cerimônia de posse da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), afirmou que “aqui se faz política com P maiúsculo, se faz política com responsabilidade, se faz política olhando no olho do eleitor e dizendo ‘eu trabalho para a população com dignidade’”.

“É isso que nós temos que continuar fazendo e é isso que nós vamos fazer ao longos dos próximos dois anos, contando com a parceira, discussão dos projetos, confiança e legitimidade que nós temos no nosso mandato”, complementou.

A posse desta sexta-feira (1º) reconduz ao cargo, pela primeira vez, o presidente da Casa, Rafael Prudente. Ibaneis destacou que o o trabalho da CLDF destacou o DF e o colocou como referência “para todos e para todas da população e para todos e todas do país”. “Projetos de lei encaminhados pelo Executivo são tratados sempre com a maior responsabilidade, aperfeiçoados e votados de forma célere, de forma a encantar a nós que estamos do outro lado da Praça do Buriti”, agradeceu o governador.

Posse da mesa diretora da CLDF para 2021-2022. Foto: Reprodução/CLDF TVPosse da mesa diretora da CLDF para 2021-2022. Foto: Reprodução/CLDF TV

“Então eu tenho convicção de que isso que o Rafael [Prudente] colocou, que a Câmara Legislativa pontua do seu mais elevado ao longo dos seus últimos 30 anos é a pura realidade. Os deputados  e deputadas dessa casa engrandecem o DF, engradecem a sociedade do DF, orgulham a população do DF. Eu, como governador, só tenho a agradecer esses dois anos que se passaram, a efetividade dessas medidas, principalmente no ano de 2020, em que vivemos e continuamos a viver nesse início de 2021, um dos períodos mais tristes da história desse país”, afirmou.

Para o chefe do Executivo, o ano de 2021 pode ser um dos mais difíceis para a retomada da economia em decorrência da pandemia do novo coronavírus que assolou o mundo. “A Câmara Legilsativa mais uma vez nos ajudou, devolvendo recurso para que a gente pudesse investir no Cartão Prato Cheio, no Pão e Leite, atendendo à comunidade de rua, atendendo a todos que tem necessidade da mão estendida do estado do Distrito Federal”, disse o governador.

“Eu coloco o meu mandato à disposição da população do Distrito Federal e vou trabalhar até o fim do nosso mandato para que a gente tenha a nossa cidade novamente organizado”, complementou.

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