333 mil pessoas no DF enfrentam desemprego; mulheres e negros são mais afetados

Pandemia do novo coronavírus aumentou o índice em abril deste ano. Mulheres, negros e jovens foram os mais prejudicados

O desemprego no Distrito Federal atingiu, em abril de 2020, 333 mil pessoas. O número representa uma alta de 13 mil cidadãos, se comparado ao mesmo período de 2019.

É a primeira consequência da pandemia do novo coronavírus, que ocasionou no fechamento de parte do comércio para que os casos de infecção não colapsem o sistema local de saúde. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego do DF (PED-DF), divulgada nesta quinta-feira (21).

De acordo com o levantamento, mulheres, negros, chefes de família e pessoas entre 16 e 39 anos foram os grupos mais prejudicados. Em contrapartida, não negros tiveram mais empregos no mês passado em relação a abril de 2019. Veja:

  • Sexo – Relativa estabilidade entre os homens (de 17,8% para 17,9%) e aumento para as mulheres (de 21,9% para 23,6%).
  • Faixa etária – Aumento entre as pessoas de 16 a 24 anos (de 44,4% para 47,2%), entre os de 25 a 39 anos (de 16,5% para 19,2%) e redução para as de 40 a 49 anos (de 12,9% para 11,8%).
  • Posição no domicílio – Crescimento para os chefes de domicílio (de 9,7 % para 10,3%) e para os demais membros do domicílio (28,0% para 29,4%).
  • Raça/cor – Aumento para os negros (de 21,4% para 23,6%) e redução para os não negros (de 16,4% para 15,0%).

CLT x autonomia

Cerca de 42 mil trabalhadores contratados no regime da CLT, com carteira assinada, perderam o emprego.  Em abril de 2019, 536 mil estavam empregados. Em 2020, o número caiu para 494 mil. Com isso, o número de profissionais autônomos cresceu de 190 mil para 211 mil.

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