Saúde pede que cartórios notifiquem todas as mortes com suspeita ou confirmação de coronavírus

O GDF espera que essa medida, aliada ao fato de não haver fila no Lacen, reduza ao máximo a subnotificação de casos de coronavírus

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, enviou ofício ao desembargador Corregedor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Humberto Adjuto Ulhôa, solicitando que seja determinado aos 14 cartórios de registro civil do DF, que tratam de casamentos, nascimentos e óbitos, que os casos de mortes que tenham por causa a covid-19 ou por suspeita da doença, sejam informados à secretaria de SES. A corregedoria do TJDFT é quem fiscaliza a atividade dos cartórios de registro civil.

De acordo com a equipe do governador Ibaneis Rocha, o GDF espera que essa medida, aliada ao fato de não haver fila no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen), reduzir ao máximo a subnotificação de casos de coronavírus. O governo do DF discorda da previsão do Ministério da Saúde de que Brasília é uma das cinco unidades da federação que mais preocupam pela evolução da pandemia. Segundo a SES, o tempo para conseguir para a liberação de um resultado de um exame era de 72 horas, e agora não passa de 24 horas. “Isso dá mais agilidade aos processos” segundo o secretário de Saúde.

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O Presidente da Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal, Allan Nunes Guerra, disse que espera apena receber o comunicado do corregedor do TJDFT para orientar os cartórios do DF a enviarem as notificações à secretaria de Saúde como solicitado pelo secretário Francisco Araújo. “Normalmente quando emitimos o atestado de óbito comunicamos a alguns órgãos como por exemplo a Justiça Eleitoral e o Instituto de Identificação da Polícia Civil. A partir dessa determinação passaremos a informar a secretaria os óbitos por coronavírus ou por suspeita”, avaliou Allan.

Já morreram 12 pessoas em Brasília por coronavírus. De acordo com o ministério da Saúde a incidência da covid-19 no DF de 15,5 casos por 100 mil habitantes. O subsecretário de vigilância em saúde da SES, Eduardo Hage, disse, em sua última entrevista coletiva, que a inclusão do DF entre os estados com “aceleração descontrolada” da pandemia é um exagero sem base científica. Hage criticou também o fato de os exames enviados pelo Governo Federal não diferenciarem se a infecção é aguda ou crônica, ou seja, se a pessoa testada já teve a covid-19 e se recuperou ou está doente naquele momento. O secretário de Saúde afirmou, ainda, que o ministério antes de dar essa informação deveria ter chamado as autoridades do setor do DF para discutir o assunto.

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