Por plano de Assistência Social em meio à pandemia, Felix pede reunião com Sedes

Deputado planeja expor recomendações à pasta para o trato de pessoas vulneráveis, desempregados, autônomos e detentos

O deputado distrital Fábio Felix (Psol) solicitou uma reunião à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) para expor algumas recomendações para o Distrito Federal amenizar os efeitos da pandemia.

Assistente social, o parlamentar adiantou que irá propor à pasta um plano de contingência de 90 dias para o setor, nos moldes do que foi feito para a saúde, com protocolos e padronização de atendimento em meio à crise do Covid-19. O encontro não foi confirmado pela pasta.

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Para ele, é possível atender demandas de populações de maior vulnerabilidade em meio à calamidade pública, proposta pelo Executivo nacional e aprovada pelo Congresso na noite de quarta-feira (18). “Os desempregados precisam de renda, assim como os autônomos, que nao tem condiçoes de trabalhar”, argumenta o deputado.

“Vale lembrar que, hoje, o isolamento é necessário, mas não é um direito; é um privilégio restrito a funcionários públicos e às classes mais altas”, comentou em entrevista ao JBr.

Segundo o legislador, é preciso pensar nas garantias de “uma série de benefícios, como auxílio aluguel e a entrega de cestas básicas”. Felix também se mostra favorável ao fechamento das creches públicas. Mesmo fora dos grupos de riscos, as crianças representam vetores de transmissão do novo coronavírus. “Para isso, precisamos que os responsáveis possam ficar em casa, que tenham condições de pagar as contas mesmo sem poder trabalhar”, apontou.

 

Negociações com detentos

O sistema prisional é um dos temas que serão abordados no encontro, ainda sem data marcada. O parlamentar entende que são necessárias medidas de isolamento, mas preocupa-se em não privar ainda mais os detentos do contato com familiares. “O governo precisa apresentar contrapartidas, como telefonemas semanais e a extensão dos banhos de sol”, declarou o legislador, que mostra preocupação com a reação de internos dos presídios de São Paulo, que deflagraram rebeliões e fugas na terça-feira (17), como retaliação às restrições de visitas impostas pelo Executivo paulista.

Outro ponto dentro dos presídios são o agentes carcerários. Essenciais à guarda da segurança nos estabelecimentos penais, é provável que não se enquadrem nas recomendações de isolamento, mas nem por isso devem ser esquecidos. “Temos de dar garantias para que o simples exercício do trabalho não seja um risco à saúde deles, à dos familiares ou à dos próprio detentos”, aponta Felix. “Temos de garantir o fornecimento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)”, aponta.

Momento de união

Ao comentar as medidas do Governo do Distrito Federal na prevenção e no combate ao Covid-19, Felix se mostrou sereno. Segundo o político, a crise gerada pelo novo coronavírus pede conjunção de esforços.

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“O momento não é de disputas políticas. Eu sou da oposição, isso é notório, mas saúdo o governador pelas medidas tomadas, que possivelmente vão permitir que o DF saia logo dessa situação”, elogiou o parlamentar.  “Até porque o sistema de saúde pública é extremamente precário no DF, isso é uma herança maldita que temos nos últimos dez anos”, finalizou.

Liberação de verbas

O surto do Covid-19, que já atingiu 84 pessoas no Distrito Federal, levou o deputado a uma ação mais apressada. Na última quinta-feira (19), o parlamentar conseguiu a liberação de R$ 2 milhões – já disponíveis na Secretaria de Saúde -, que visam o fortalecimento do sistema pública no DF com a compra de medicamentos, utensílios de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e compra de EPIs.

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