Patrimônio: Secretaria de Educação e Iphan fecham parceria

O projeto pretende, em cinco anos, promover Brasília como cidade consciente de seus patrimônios, por meio da educação

Foi assinado entre a Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal (SEE/GDF) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, nesta terça-feira (11), o Acordo de Cooperação e Educação Patrimonial 2020-2025. O projeto pretende, em cinco anos, promover Brasília como cidade consciente de seus patrimônios, por meio da educação. O evento inaugurou as comemorações dos 60 anos da capital e 30 anos de tombamento.

A integração está materializada no livro infantil também lançado na cerimônia. Intitulado “Athos: colorindo Brasília”, o livreto é voltado para as crianças das escolas públicas do Distrito Federal, a fim de gerar a consciência da capital como um patrimônio a ser valorizado e conservado a longo prazo. No conteúdo, as crianças têm opções de atividades como desenho, escrita e jogos. A publicação do livro, em segunda reimpressão, foi financiada pelo Banco de Brasília (BRB).

“A educação é o único meio de transformação um país e de uma cidade na construção de uma vida melhor para as pessoas. Essa ação de hoje representa muito isso”, destacou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. “O livro retrata o patrimônio de Brasília de forma muito singela, comentado, ilustrativamente, por Athos Bulcão sobre a importância de se conservar a nossa cidade”, continuou.

O secretário de Educação do GDF, João Pedro Ferraz, descreveu a iniciativa como de suma importância para aqueles que herdarão a cidade tombada como patrimônio histórico. “É um privilégio nosso. Mas um privilégio que nos impõe um ônus de preservá-la. A Secretaria de Educação quer educar os verdadeiros donos e proprietários dessa cidade, que são os estudantes. Brasília é um patrimônio eterno”, colocou.

De acordo com o superintendente do Iphan-DF, Saulo Diniz, está sob responsabilidade da nova gestão a busca e estabelecimento dos melhores caminhos para que a conservação da cidade seja sustentável. “Não podemos esperar que Brasília caia para depois tomarmos uma ação, vamos focar em ações preventivas. Temos que preservar e deixar a capital para o futuro. Vamos trabalhar juntos porque a missão é grande”, finalizou.

Turismo

Por ser a capital da Federação e completar 30 anos de tombamento como Patrimônio Cultural da Humanidade, é natural que Brasília receba muitos turistas vindos do Brasil. No mês passado, a cidade foi elencada como o 8º destino do país a mais atrair visitantes para as férias de verão. Em pesquisa levantada pelo Google, a capital foi a 4ª do ranking das cidades mais procuradas em pesquisas para aproveitar o período de descanso.

Eis mais um motivo para que Brasília tenha planejamento para se manter conservada. Apesar de entrar na melhor idade neste ano, a capital ainda mantém os princípios que a faz nova e moderna. Segundo a secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, a cidade conta com o apoio do Ministério do Turismo. “Existe um programa nacional chamado ‘Patrimônio do Turismo’, que foi elaborado para implementar uma série de ações nas capitais. Como somos a capital do país, há uma atenção maior porque os órgãos federais estão aqui”, comentou.

De acordo com a secretária, a pasta tem elaborado ações para promover Brasília não somente para o Brasil, mas também para o mundo; a expectativa é expandir os olhares para a capital. “Vamos ativar Brasília nas feiras nacionais realizadas pelo Ministério do Turismo, como também nas feiras internacionais, no sentido de promover os todos os setores e locais turísticos da cidade.”

Gestão estratégica

Outro órgão que estará mais próximo aos trabalhos de revitalização do Iphan é a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), responsável pelo planejamento urbano do Distrito Federal. A ação pragmática e conjunta com o GDF é bem avaliada pelo chefe da pasta, Mateus Leandro de Oliveira.

“Estamos muito felizes com esse trabalho que está sendo feita pela nova gestão do Iphan. A integração entre os técnicos da Seduh de todo o DF com os técnicos do instituto tem sido a melhor possível no sentido de construir soluções para conciliar preservação do patrimônio com desenvolvimento urbano”, disse o secretário.

Patrimônio preservado

Estará sob gerenciamento do Iphan o mapeamento de cada monumento e bem tombado de Brasília, dentro da área dos 112,25 km² estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1990 — o espaço determinado é a maior extensão tombada do mundo. A primeira construção a receber a avaliação será a Praça dos Três Poderes, que terá como gestores da obra o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Secretaria de Cultura do DF. A Igrejinha será o segundo bem a ser recuperado.

Na lista do mapeamento, estão, por hora, os monumentos da Praça dos Três Poderes; o Palácio do Itamarati; o Palácio da Justiça; a Torre de TV; a Catedral; o Catetinho e a Igrejinha.

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