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Patrimônio: mapear para preservar a história

Iphan quer conscientizar sobre a necessidade de manutenção dos monumentos da capital do País

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A superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Brasília vai lançar o projeto “Preservando Brasília para os 60” – em alusão ao aniversário da Capital – que prevê a criação de uma política de conscientização acerca da necessidade de manutenção dos monumentos tombados da capital do País. “Nós queremos fazer uma ação de conscientização, para que haja a preservação dos bens ”, disse Saulo Diniz, superintendente do Instituto no Distrito Federal.

De acordo com o projeto, o Iphan ficará encarregado de fazer um levantamento de cada bem tombado. Em seguida, o documento será enviado ao gestor da obra que precisar de reparos, e este apresentará ao Iphan um plano de ação, que deverá ser executado em conjunto pelos dois órgãos. Também dentro do projeto “Preservando Brasília para os 60” será assinado, com a secretaria de Educação, um termo de cooperação técnica – capacitação de mais de 1.500 professores da rede pública de ensino – acerca do tema educação patrimonial. A ideia é que estes professores sejam agentes multiplicadores e levem aos alunos a importância de cuidar do patrimônio da cidade. “Este será um projeto de cinco anos de ação, envolvendo a superintendência do Iphan do DF e a secretaria de Educação”, explicou Saulo.

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Como parte do projeto serão distribuídos 13 mil exemplares do livro “Athos Colorindo Brasília”, em alusão ao artista Athos Bulcão, responsável pelos azulejos de muitos monumentos importantes da cidade. O livro será distribuído a crianças das quartas e quintas séries do ensino fundamental, que estejam matriculadas na rede pública do DF. O BRB financiará a impressão da obra.

Praça dos Três Poderes

Um dos monumentos tombados a serem beneficiados pelo projeto “Preservando Brasília para os 60” será a Praça dos Três Poderes, cujos gestores da obra são Supremo Tribunal Federal (STF) e a secretaria de Cultura. A Torre de TV, por exemplo, terá com gestor de sua preservação o BRB. “As vezes as pessoas esperam que o monumento caia para ver o que vão fazer. E nós queremos realizar uma ação de prevenção, de conscientização”, afirmou o superintende do Iphan. Saulo disse que a ideia é que a conscientização e a preservação do patrimônio sejam perenes. Ele acredita que associando patrimônio, cultura e turismo, teremos desenvolvimento.

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A decisão de criar um projeto de preservação surgiu nos primeiros dias de Saulo Diniz à frende da superintendência do Iphan, ao ver o estado precário em que se encontra a Catedral Metropolitana. Chamou sua atenção a situação de deterioração das juntas de dilatação de um dos cartões postais mais visitados da cidade. “Quando vi isso pensei que precisava trazer uma contribuição para o Iphan. E essa contribuição é ação preventiva”, disse. Assim, ele solicitou ao órgão um levantamento das condições dos seguintes monumentos: Praça dos Três Poderes; Itamarati; Palácio da Justiça; Torre de TV; Catedral; Catetinho e Igrejinha. A Igrejinha será o segundo bem a ser recuperado, logo depois da Praça dos Três Poderes.

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“É um trabalho que queremos fazer em parceria com os gestores, queremos que eles nos apresentem os planos de ação. Num sistema de parceria a comunicação flui bem melhor”, concluiu.

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