Mala do Livro une leitura e esporte nas férias escolares

Na manhã desta quarta-feira (5), cerca de 30 crianças participaram de atividades com música, literatura e contação de histórias

Na manhã desta quarta-feira (5), cerca de 30 crianças participaram de atividades com música, literatura e contação de histórias no intervalo de suas atividades esportivas e recreativas no Centro Olímpico e Paraolímpico (COP) de  Sobradinho.  A experiência foi proporcionada por agentes de leitura da Mala do Livro, da Secretaria de Cultura e Economia (Secec), programa que completa 30 anos em outubro. 

A gerente da Mala do Livro, Maria José Vieira, explicou que o trabalho junto às unidades esportivas busca aproximar a leitura das atividades físicas. Uma caixa-estante de 90cm de altura por 1m de largura quando aberta, com três prateleiras de cada lado, comporta entre 200 e 230 livros para empréstimo por uma semana, renovável mediante cadastro gratuito.

“Nessa parceria, somos convocados pela Secretaria de Esporte e Lazer quando realizam alguma ação nas Regiões Administrativas. Comparecemos com um acervo sugestivo, levando livros sobre esporte, literatura e obras de pesquisa”, explica a servidora do GDF.

“Nessa nossa luta pela valorização do livro físico, temos obtido resultados maravilhosos com a parceria”, diz Maria José. “É muito valiosa a parceria entre as secretarias, por meio do Programa Mala do Livro, pois amplia as possibilidades de acesso à leitura para todos os usuários nos 12 COPs do DF. O contato com a literatura, desde histórias infantis a livros de pesquisa, completa o desenvolvimento dos alunos e estimula o hábito da leitura na comunidade”, endossa a subsecretária dos COPs, Andrea Barbosa.

 

Contação de histórias

No turno da tarde, para o qual há mais demanda, a gerente administrativa do COP de Sobradinho, Ana Luiza de Albuquerque, esperava receber outros 60 estudantes, mantendo a média diária de mais de 90 crianças que frequentam a colônia de férias iniciada em 21 de janeiro e que termina nesta semana. Os 12 COPs receberam 6.106 inscrições de crianças e jovens de 4 a 17 anos, alguns deles portadores de deficiência, para participar gratuitamente das atividades.

Nesta manhã, a contadora de histórias e agente da Mala do Livro Maria Salete Costa Moreira, servidora aposentada da Secretaria de Educação, usou quatro de suas obras para animar crianças e jovens que estavam na colônia. Vestida de “Maria Bonita”, companheira de “Lampião”, trocou a espingarda pelo violão desde que, numa aparição anterior, foi censurada pelas crianças, críticas do uso de armas. “Achei ótimo”, comentou.

A assistente social Jani Cleide da Silva, da Fundação Assis Chateaubriand no COP de Sobradinho, elogiou a iniciativa da Mala de facilitar o acesso aos textos impressos. “As crianças conhecem todos os super-heróis, mas são poucos os que identificam os personagens da nossa literatura”, lamentava, vestida de “Emília”, a boneca de pano dos livros de Monteiro Lobato.

Mala do Livro

Perto de completar 30 anos de existência, a Mala do Livro dispõe de aproximadamente 200 títulos e soma mais de um milhão de atendimentos anuais em residências de agentes de leitura, ONGs, hospitais, presídios, Centros de Orientação Socioeducativos (Coses), Centros de Atendimento Psicossocial (CAPs), centros esportivos, estações de metrô, entre outros equipamentos públicos.

O acervo é mantido e renovado com doações do público e entidades, bem como por aquisições da SECEC. Em 2019, levantamento até o mês de julho computa 45 mil livros dados ao programa por moradores do Distrito Federal.

Maria José, integrante do programa desde que foi concebido pela bibliotecária da então Secretaria de Cultura, Neuza Dourado Freire, em 1990, conta que “tudo começou com os livros em cestos de palha que eram entregues às pessoas com mais habilidades com as letras nas ocupações de Brasília. Primeiro foi em Samambaia”.

A Mala do Livro atravessa não só o tempo, mas também as fronteiras geográficas. “Somos hoje uma referência mundial, com experiências parecidas repetidas em outros países, como São Tomé e Príncipe”, orgulha-se a gerente, referindo-se ao país insular na costa da África Central. Entre os planos para o futuro, Maria José diz que quando se aposentar do serviço público vai trabalhar como agente de leitura. “É a minha vida”, resume.

Com informações da Agência Brasília 

 
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