Freio de arrumação: Carnaval na Esplanada vai mudar para a Funarte

Secretário de cultura anuncia mudança, que vai gerar economia de R$ 2,7 milhões. Somente artistas locais irão se apresentar

O secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec) do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, anunciou que irá mudar o carnaval na Esplanada dos Ministérios para a Fundação Nacional de Artes (Funarte). Segundo ele, a mudança vai gerar uma economia de R$ 2,7 milhões para os cofres públicos.

Com a decisão, somente artistas locais irão se apresentar no carnaval deste ano, deixando de fora as atrações vindas de fora do DF, como: Preta Gil, a banda Nação Zumbi, Elba Ramalho e o grupo Psirico, que já estavam confirmados anteriormente.

“Levamos em consideração três pontos: valorização de artistas locais, que serão divulgados nos próximos dias; segurança, porque na Funarte, teremos muito mais condições de articular a segurança com os órgãos para promovermos um carnaval seguro. O terceiro ponto é a economia, O carnaval é para brincar, mas não se brinca com o dinheiro público”, afirma Bartolomeu.

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Desta forma, 16 bandas brasilienses estarão no local. Eles vão estar juntos de mais seis escolas de samba do primeiro grupo das Ligas de Escolas de Samba de Brasília (Liesb). “Haverá um dia em específico para homenagear o samba no polo Funarte”, informa o secretário de cultura.

Segundo Bartolomeu, a economia vem para destinar os recursos ao longo deste ano, em que é comemorado o aniversário da cidade.

“Temos um evento de maior importância que é o aniversário de Brasília. Queremos comemorar essa data ao longo do ano com políticas culturais”, argumenta.

Outra mudança feita são os dias de folia. Antes, o carnaval na Esplanada aconteceria entre sexta (21) e terça-feira (25). A troca de lugar reduziu um dia o carnaval na Funarte que vai ocorrer entre sábado e terça-feira.

Ele adianta que, na Funarte, haverá uma segurança modernizada para garantir a segurança dos foliões.

“Já estive em reunião com o secretário de segurança e falei pessoalmente com o governador Ibaneis. Estamos com uma preocupação muito grande com pessoa portando arma branca”, conta Bartolomeu.

No Esplanada, 20 cantores, bandas e blocos de carnaval participariam dos cinco dias de folia. Patrocinadores pagariam os cachês dos artistas, e o GDF iria bancar a infraestrutura. Os shows seriam gratuitos para o público.

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Vale lembrar que o cancelamento do carnaval na Esplanada ocorreu em menos de 24h após o secretário-executivo de Cultura, Cristiano Vasconcelos, pedir demissão.

Com a “sensação de dever cumprido”, Cristiano escreveu uma carta de exoneração em que agredecia a oportunidade, mas deixou uma crítica sobre o uso da verba pública. “Infelizmente, o rigor nas ações muitas vezes é mal interpretado por aqueles – tanto da iniciativa pública quanto da iniciativa privada – que ainda insistem em encarar o dinheiro público como bem particular, inviabilizando a realização de práticas saudáveis que efetivamente contribuem para o desenvolvimento do Estado”, disse o ex-secretário na última quinta-feira (6).

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