Deputados visitarão famílias de vítimas de feminicídio

Em encontro no gabinete do presidente da CPI do Feminicídio, deputado Cláudio Abrantes, deputados que integram o colegiado definiram próximos passos da Comissão

Os deputados Claudio Abrantes (PDT), Arlete Sampaio (PT), Fábio Félix (PSOL) e Eduardo Pedrosa (PTC) se reuniram, na tarde desta quinta-feira (23/1), para definir as próximas atividades da CPI do Feminicídio da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O encontro ocorreu no gabinete de Claudio Abrantes, presidente da Comissão. A CPI retomará os trabalhamos com visitas às famílias de vítimas de feminicídio e com diligências aos principais serviços de atendimento às mulheres em situação de violência.

As visitas ocorrerão nos próximos dias, após o retorno das atividades parlamentares. Só nos primeiros dias deste ano, o DF já contabiliza cinco prováveis casos de feminicídio, entre eles o de uma mulher trans. O calendário estabelecido nesta quinta-feira também inclui a realização de visitas à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Instituto Médico Legal (IML), Assistência da Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Casa Abrigo. Reuniões com a Casa Civil e Chefia de Assuntos Parlamentares acontecerão ainda durante o recesso.

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“Agradeço aos meus pares por, apesar do recesso, priorizarem o andamento da CPI do Feminicídio. A sociedade precisa de respostas, precisa de ações que venham a dar um basta na violência contra a mulher”, disse o presidente da Comissão, Claudio Abrantes. “A CPI retoma os trabalhos, buscando criar as condições para dinamizar sua ação. O ano de 2020 começa com quatro casos de feminicídio e precisamos agir rápido”, declarou Arlete Sampaio, vice-presidente da CPI. “O momento é de unirmos forças, ir a fundo na busca de soluções”, completou o deputado Eduardo Pedrosa.

Para o relator da CPI, deputado Distrital Fábio Felix, as diligências e visitas serão etapa fundamental para que a CPI conheça a realidade das mulheres em situação de violência e das famílias de mulheres assassinadas em virtude do gênero. “Precisamos mapear todo o fluxo dessa rede de atendimento que hoje está em funcionamento. Também precisamos ouvir as famílias para entender as lacunas e propor políticas públicas que realmente acolham e sejam capazes de prevenir feminicídios”.

 

A reunião entre os deputados ocorreu em caráter informal, tendo em vista o recesso parlamentar. Em cumprimento ao Regimento da Casa, as atividades retornam no dia 3 de fevereiro.

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