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Centro de Zoonoses: muito além de vacinas e feiras de pets

Lugar é referência regional em diagnóstico para raiva e leishmaniose. Os técnicos fazem visitas domiciliares para orientação, observação ou recolhimento de animais

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O Centro de Controle de Zoonoses do Distrito Federal  é responsável por uma gama de serviços que têm o foco na saúde pública e ainda conta com o suporte de um laboratório que é referência regional. 

Além da vacina antirrábica que é oferecida, de forma gratuita, durante todo o ano e em campanhas, há a realização de feiras de adoções responsáveis de animais. Mas o Centro de Zoonoses da Secretaria de Saúde também cuida da vigilância no controle de doenças virais, que incluem ações de educação em saúde, visitas domiciliares, pesquisa e diagnósticos de doenças.

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Para reforçar o trabalho no controle de doenças como a raiva, febre amarela, leishmaniose, leptospirose e hantavirose, o centro conta com um suporte de profissionais qualificados e de laboratórios que são referências na região.

Os laboratórios de Diagnóstico de Leishmaniose Visceral Canina e o de Vigilância para Animais Silvestres têm parceria com acadêmicos e pesquisadores por meio de um convênio com a Universidade de Brasília. Nesses laboratórios são estudados os hábitos dos animais silvestres e sinatrópicos, aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, como pombos e ratos, o ciclo da raiva, além da realização  de diagnósticos com testes rápidos.

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Feiras de adoção
As feiras de adoção promovidas pela Zoonoses já são bem conhecidas por todos no Distrito Federal. Até outubro do ano passado, foram adotados 143 cães e 99 gatos. 

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Os animais disponíveis são aqueles recolhidos em situação de rua ou que invadiram vias públicas. Eles são avaliados para descartar a existência de raiva e de leishmaniose, recebem vacina, são castrados pelo Instituto Brasília Ambiental e liberados para adoção.

A próxima feira está programada para fevereiro, ofertando cães e gatos, filhotes e adultos. Para adotar um dos bichos é necessário ter acima de 18 anos, apresentar um documento de identificação com foto e um comprovante de residência. O futuro tutor deve assinar um documento de posse responsável, se comprometendo a cuidar bem do animal, a realizar exames anuais, aplicar as vacinas necessárias e a administrar vermífugo.

Atendimento
Visando minimizar os riscos de transmissão de doenças, a Zoonoses oferece palestras educativas em escolas e demais órgãos públicos, com sugestões de medidas preventivas e orientações sobre os cuidados com os animais domésticos e os riscos dos animais silvestres.

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O centro também realiza visitas domiciliares para orientação, observação ou recolhimento de animais domésticos que oferecem riscos à saúde pública (suspeitos de umas das doenças como a raiva ou a Leishmaniose Visceral Canina) e ainda de animais silvestres para a investigação da circulação da raiva.

“As pessoas precisam nos visitar e conhecer o nosso trabalho em sua totalidade. Com isso, podem desmistificar alguns mitos em relação às ações da gerência das zoonoses e entender que o nosso trabalho tem ações mais amplas com foco na saúde pública”, destaca o gerente da Zoonose, Jadir Costa Filho.

A professora Marildes Pereira, de 43 anos, visitou a unidade esta semana e mudou sua percepção sobre o local. “É a primeira vez que eu venho aqui, achava que o serviço era exclusivo para vacinar os animais. É muito bom conhecer as atividades desenvolvidas no centro, pois o trabalho é importante para a saúde dos animais e para a nossa saúde”, pontua.

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A solicitação de visita domiciliar deve ser agendada por meio de telefone (61) 2017-1342 ou do e-mail [email protected]

Voluntariado

Dentro das ações desenvolvidas pela gerência de zoonoses está a criação de um programa de voluntários, que visa integrar pessoas nos cuidados com os animais que se encontram no Centro.

 “O trabalho social desses voluntários promove bem-estar animal, pois eles passeiam, alimentam e acompanham nos cuidados e na atenção desses animais”, ressalta o gerente, Jadir Costa.

Apesar de já receber voluntários, as atividades e a formação de equipe de pessoas que vão para ajudar ainda estão em estruturação. Eles deverão auxiliar na realização das feiras de adoção, na divulgação dos animais que estão disponíveis e ajudar nas ações do centro.

“O trabalho voluntário é muito importante e tem feito a diferença não só para os animais, como também para os servidores que trabalham na instituição, pois percebem que os animais estão mais felizes e com uma perspectiva de vida melhor”, pontua a voluntária Gabriela Cardoso, de 31 anos.

Com informações da Agência Brasília

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