Após ano recorde em feminicídios, DF pode contabilizar quatro casos em menos de 15 dias

Nesta terça-feira (14), Samambaia teve três mulheres mortas em menos de 24h. Todas, suspeitas de serem mortas pelos companheiros

Um surto de feminicídio atormenta Samambaia nesta terça-feira (14). Após uma mulher ser morta com um tiro na cabeça pela manhã e outra esfaqueada de tarde, por volta das 19h34, uma nova vítima de arma branca veio a óbito. O crime aconteceu na QR 321, conjunto 04.

A mulher fora atingida na região do abdômen, não resistiu ao ferimento, e acabou falecendo no local.

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As autoridades suspeitam de que o esposo da vítima tenha sido o autor do crime. O homem fugiu do local com a chegada da Polícia Militar, que continua fazendo buscas na região.

Se confirmados os dois últimos casos do dia, Brasília contabilizará quatro casos de feminicídio em menos de 15 dias em 2020. No ano passado, o Distrito Federal registrou 34 casos, um aumento de 62% em quatro anos.

 

Companheiro acusa outra mulher

No período da tarde, uma mulher foi morta a facadas após uma discussão no meio da rua, no conjunto 2 da quadra QS 307. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima.

Segundo o delegado Fernando Rodrigues, da 32ª Delegacia de Polícia, em Samambaia, o crime é investigado como feminicídio.

Mesmo com a suspeita, o companheiro da vítima afirmou aos policiais que estava com outro casal. Segundo ele, a outra mulher foi quem esfaqueou a vítima e fugiu do local.

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Outro caso

Pela manhã, outro caso levou uma mulher à óbito, atingida por um disparo na cabeça na quadra 425. O esposo foi o autor do disparo.

A Polícia Militar (PMDF) foi acionada pelo próprio suspeito por volta de 5h30, logo após o crime. Ele contou aos militares que passou a noite bebendo com a companheira e que, pela manhã, decidiram brincar de roleta-russa. Disse ainda que, na primeira vez, a esposa tentou disparar com o revólver utilizado, mas a arma falhou. Em seguida, ele teria apontado a arma para a cabeça da vítima, atirado e matado-a.

Foto: Lucas Neiva

Segundo vizinhos, o homem morava na quadra há pouco tempo, e não costumava conversar com ninguém na rua. O casal costumava ouvir música até de madrugada. No dia da morte, segundo um vizinho, eles estavam com som alto em casa desde 23h30.

Segundo a irmã do suspeito, a relação do casal era tranquila.

O cabo Leonardo, que atendeu a ocorrência, disse que ele parecia desnorteado. Ele chorou ao ser levado para a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), onde o crime foi registrado.

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O homem tem passagem por violência doméstica, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

Roleta-russa

A roleta-russa é um jogo no qual é utilizado um revólver. Retira-se um ou vários cartuchos do tambor e gira-se o cilindro, de modo que a localização da bala fique desconhecida. Então, a arma é apontada para a cabeça de outro jogador (ou para o mesmo) e é dado um tiro. A “brincadeira” consiste em não saber se a arma vai disparar ou não.

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