Clima: Sarney Filho garante que o DF cumprirá o acordo de Paris

Sarney Filho alertou que se não forem tomadas as medidas necessárias, Brasília corre o risco de no futuro próximo passar por mais uma crise hídrica

O secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho, garantiu que o DF cumprirá o que foi estabelecido pelo Brasil no acordo de Paris. A declaração foi feita durante a apresentação pela secretaria de Meio Ambiente (SEMA) do Estudo Técnico de Projeções Climáticas para o DF até o ano 2100. De acordo com a pesquisa, se não forem desenvolvidas políticas públicas adequadas haverá uma redução do volume de chuvas, diminuição em até 10% da umidade relativa do ar e aumento da temperatura, seguindo o a tendência do aquecimento global. Sarney Filho disse que isso é uma tendência, mas que pode ser evitada. “Já se sabe o que é preciso fazer, que é recuperar as nascentes, preservar as bacias hidrográficas, plantar nas matas ciliares”, explicou. 

“Brasília, como unidade da federação, vai cumprir o acordo de Paris. Nós vamos diminuir nossas emissões de gases, mas, claro, somos muito pequenos em frente a esse imenso problema global”, avaliou o ministro. O secretário destacou como de fundamental importância para reverter a tendência de calor e baixa umidade, a preservação das nascentes. 

Sarney Filho alertou que se não forem tomadas as medidas necessárias, Brasília corre o risco de no futuro próximo passar por mais uma crise hídrica. “Nós corremos sérios riscos de nos próximos 20 anos termos mais crise hídrica, talvez até de proporções maiores do que a que tivemos”, previu ele. 

O Estudo, feito em parceria com o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica que de acordo com os índices de temperatura, poderá haver uma redução no número de noites e dias frios e aumento das noites e dias quentes. Também há a tendência de diminuição da  umidade relativa do ar de 35% a 55%, observado atualmente, para 20% 45%, no final do século.

Quanto à temperatura, estudos do Inpe apontam uma tendência de aumento de 2º a 8º até o final do século. Segundo secretário, quadros como grandes secas, tempestades tendem a se repetir com mais frequência. “Nós vamos ter períodos maiores de estiagem e  chuvas intensas em curtos períodos. 

Entre as medidas a serem tomadas, o Distrito Federal terá de rever qual será a cobertura vegetal ideal. O governo local já está fazendo um sistema agroflorestal de recuperação de nascentes. “Esta realidade que se apresenta exige a quebra de paradigma. Temos que pensar novo”, explicou o secretário. Ele elogiou a iniciativa da sociedade civil organizada do DF, de neste final de semana plantar um milhão de árvores. 

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