Polícia usa tecnologia essencial na solução de crimes

Equipamento – Câmara de Fumigação – é utilizado na identificação de impressões; Papiloscopistas são responsáveis por esta etapa

A identificação de autores de crimes, vítimas ou testemunhas é uma fase essencial na elucidação de crimes. Seja para identificar esta pessoa na cena do crime ou provar que não esteve no ambiente investigado. A prisão do autor do latrocínio, ocorrido em um ônibus em Sobradinho na última semana, suscitou uma curiosidade revelada pelo delegado responsável pela investigação, Hudson Maldonado. O delegado da 13ª Delegacia de Polícia, de Sobradinho, falou da importância de um equipamento na identificação do suspeito: a Câmara de Fumigação de cianoacrilato.

O equipamento faz parte do Laboratório de Exames Papiloscópicos (LEP), uma das seções do Instituto de Identificação (II), da Polícia Civil do Distrito Federal. É com a câmara, uma das maiores no mundo e a maior da América Latina – com 4,5 metros de largura e 6 metros de comprimento –  que é feita a localização de vestígios de impressões papiloscópicas, como a digital.

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Foi desta forma que o suspeito do latrocínio foi identificado – os celulares roubados e enterrados num terreno passaram pelo processo e a digital do suspeito foi revelada.  

A análise pode ter início ainda na cena do crime. “Em toda ocorrência um papiloscopista é enviado junto da equipe pericial. A importância deste profissional é que ele vai avaliar o local da ocorrência, colher possíveis digitais ou levar o material para análise na Câmara, caso seja necessário”, explicou o chefe do LEP, o papiloscopista Arthur Vidal.

A coleta de vestígios de impressões pode ser feita no local da ocorrência, mas o diferencial da Câmara é que o processo é mais eficaz. “A umidade ideal para aplicação do cianoacrilato, que é o produto que de fato irá revelar a impressão digital, é de 80%. Fora da Câmara é quase impossível chegar a esse percentual, ainda mais em Brasília em que o clima é sempre seco”, completou Vidal.

Após a aplicação do cianoacrilato, que é a mesma base para supercolas, dentro da Câmara, o objeto passa por um processo de secagem e esvaziamento da substância no ambiente, para segurança do profissional que estiver fazendo a manipulação. Antes, há a separação dos objetos de acordo com a superfície de cada um: ou seja porosos, como papéis e isopor, e lisas, como vidros, metais e plástico.

O equipamento passou a funcionar em outubro de 2018. Desde então, tem contribuído para maior rapidez das análises. Em todo o ano passado 21.652 objetos foram periciados. Neste ano, somente de janeiro a outubro, 26.319 objetos passaram pela perícia. “A aquisição e funcionamento da câmara tem aumentado muito a capacidade de avaliação de objetos. Já ultrapassamos a quantidade do ano passado”, disse Vidal.

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Os materiais analisados são demandados não apenas por delegacias, mas também por outros órgãos como o Ministério Público, Polícia Militar e Judiciário.

Após a identificação da impressão digital, o material é fotografado e encaminhado para outra seção do Instituto: a Seção de Exames Papiloscópicos Avançados (Sepa). É nesta etapa da análise que as impressões são confrontadas e comparadas com os 40 milhões de impressões, civis ou criminais, do banco de dados da PCDF.

“Nesta etapa fazemos a vinculação do fragmento de local de crime ou do material revelado no laboratório com uma pessoa, a partir da identificação digital, palmar (palmas das mãos) ou plantar (planta do pé)”, contou o papiloscopista Rafael Del Sarto.

Inicialmente é feita uma avaliação para verificar se a impressão tem condição de ser comparada. Logo depois é feito o confronto papiloscópico, ou seja, a comparação, que pode ser realizada de duas formas: com um suspeito, vítima ou testemunha indicado pela equipe de investigação ou por meio de um sistema automatizado de pesquisa de impressões digitais, denominado AFIS.

“Com este programa, colocamos um fragmento que será confrontado com o banco de dados da Polícia Civil até que sejam apresentados de 20 a 60 pessoas possíveis entro do que estamos buscando”.

Após a identificação do suspeito ou quem estivermos buscando é feito um laudo ao solicitante. “Utilizamos um protocolo científico internacional que dá a segurança necessária para afirmação de que o fragmento é de fato de quem está sendo apresentado”, finalizou Del Sarto.

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Com informações da Agência Brasília

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