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Setembro verde acabou, mas lembre: doar órgãos faz a diferença

Ato de solidariedade salva, sim, vidas como a de Tiago – que ganha pâncreas e rim. Deixe clara para seus familiares a vontade de ser um doador

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A história do jornalista Tiago Damásio, 32 anos, encerra a programação do Setembro Verde. Neste último dia do mês, dedicado ao incentivo à doação de órgãos, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal chama atenção para a importância deste ato de solidariedade, capaz de salvar inúmeras vidas.

Foi uma doação que salvou a vida de Tiago (foto). Após anos de sofrimento, ele conseguiu realizar um grande sonho, mas somente depois de um evento transformador. Em outubro de 2018, o rapaz passou por um transplante duplo, de pâncreas e rim, que lhe trouxe novas perspectiva de uma existência com maior qualidade, movimento e independência.

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Diabético desde os oito anos de idade, o jornalista tornou-se dependente da hemodiálise aos 29 anos, após a paralisação total dos dois rins. Ele entrou na fila do transplante e enquanto esperava a doação levava uma vida de muitas privações.

Podia sair da cidade por até três dias, tempo máximo que poderia ficar sem fazer hemodiálise. Com isso, não conseguia fazer viagens demoradas. A hemodiálise ainda provocava anemia e fraqueza, impossibilitando-o de participar de festas, realizar atividades físicas e passeios que exigissem caminhadas mais longas. Tomar banho em uma cachoeira, então, estava bem longe das possibilidades de Tiago. 

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Ao se tornar receptor de órgãos, em outubro de 2018, e ganhar autonomia e qualidade vida, o primeiro sonho da lista do jornalista era mergulhar no poço de uma queda d’água. E foi o que ele fez.

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Em dezembro de 2018, Tiago viajou com a família para a Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso, em Goiás), fez trilhas e deu o tão sonhado mergulho em uma cachoeira. Ele tem muitos outros planos e sonhos a realizar, o próximo é fazer uma viagem internacional.

Seja um doador
No Brasil, a doação de órgãos só é feita com autorização da família. Daí a importância deixar clara a vontade de ser um doador. 

“É preciso que as pessoas reflitam, proponham o diálogo e conversem com a família sobre seu desejo. É uma atitude capaz de trazer vida nova a muita gente, como aconteceu comigo”, reforça Tiago Damásio.

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Neste Setembro Verde, mês destinado à conscientização sobre a doação de órgãos, a Secretaria de Saúde do DF, por meio da Central Estadual de Transplantes (CET), realizou atividades culturais e palestras para trazer à comunidade a discussão sobre a relevância deste ato. 

“A campanha alertou e lembrou à população sobre a importância da doação e da mudança de vida proporcionada aos transplantado”, destaca o enfermeiro e gestor do Núcleo de Distribuição de Órgãos e Tecidos da CET, Anderson Galante.

A programação do Setembro Verde terminou na sexta-feira (27), Dia Nacional de Doação de Órgãos. Nessa data, além da mostra fotográfica, em curso na galeria de artes do Pátio Brasil Shopping, desde o dia 23, aconteceu, na praça central do Pátio, um talk show com Tiago Damásio, além de um show musical com Davi Ramiro, encerrando as atividades do Setembro Verde.

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Os órgãos doados
Informações da Central Estadual de Transplante mostram que, do início deste ano até o dia 25 de setembro, já foram realizados 448 transplantes.

Foram 24 de coração, 68 de fígado, 290 de córnea, sete de pele e 59 de rim, sendo dez destes de doadores vivos. Comparado ao mesmo período do ano passado, a doação de córnea teve um aumento de 49%, saindo de 194, em 2018, para 290 transplantes em 2019.

Os doadores
Existem dois tipos de doador, o vivo e o falecido. Qualquer pessoa que concorde com o ato pode ser um doador vivo, desde que a atitude não prejudique sua própria saúde, podendo doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão.

Neste caso, pela lei, é possível doar apenas para parentes até o quarto grau e cônjuges (não parentes, só com autorização judicial). O segundo tipo é o doador falecido. São os pacientes com morte encefálica e a doação só acontece com autorização da família.

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