Amiga de Maria Villela depõe a favor de Adriana

Conhecidas desde 1975, Rosa é, até hoje, dona de um comércio na Asa Sul dedicado a joias e semijoias

A comerciante Rosa Masuad Marcelo, 79, foi a terceira testemunha desta quarta-feira (25) no julgamento de Adriana Villela, acusada de encomendar o assassinato dos pais, Maria e José Guilherme Villela, em 2009. O depoimento foi invertido na ordem do dia, já que a senhora tem viagem marcada para amanhã. Por isso, Rosa depôs antes do papiloscopista Rodrigo Menezes. Rosa se focou na relação entre mãe e filha e no reconhecimento das joias roubadas quando do crime. 

 

Amiga de Maria desde 1975, Rosa é, até hoje, dona de um comércio na Asa Sul dedicado a joias e semijoias. Assim começou a amizade com a matriarca da família Villela, que “era mais amiga que cliente”, segundo ela. O relacionamento permitia, inclusive, visitas ao apartamento da 113 sul, quando, por duas vezes, encontrou com Adriana. “Uma ela sentou e conversou com a gente; na outra, ela estava de saída”, comentou Rosa. 

Conforme o relato da comerciante, Adriana levou o que sobrou das joias da mãe quando da morte do casal Villela e incumbiu Rosa de ser a guardiã do inventário. “A mãe só confiava em mim. Ela só ficou com um anel que a Maria usava, que quando botou no dedo nós choramos muito”, relatou a amiga dos Villela. 

Com ela ficaram guardadas peças que variavam de U$ 11 mil a U$ 18 mil, as verdadeiras, e algumas semijoias e bijuterias sem grande valor de mercado. Ela também foi encarregada de ir à 8ª Delegacia de Polícia (SIA) para reconhecer as joias apreendidos com Leonardo Campos Alves, condenado como executor do crime. 

Emoção

De frente para a amiga da mãe, Adriana não conteve as lágrimas com as lembranças ças trazidas por Rosa, que relembrou inclusive conversas com Maria nas quais se referia à neta mais nova do casal Villela. “Parece com a Adriana quando era pequena, né?”, teria comentado a advogada quando a neta, na loja de Rosa, deitou-se no chão e brincou com algumas bijuterias. 

À acusação, Rosa comentou o conteúdo das cartas – datadas de 2006 – encontradas no escritório do casal em diligência da Polícia Civil. “Qual mãe não briga com a filha?”, questionou a depoente. “Eu mesma briguei com a minha ontem”, declarou. Nestas mensagens, Maria dirigiu palavras duras à filha, declarando que esta não poderia tratar as pessoas como fazia, que não devia satisfações de como gastava o próprio dinheiro e deveria procurar tratamento.

Adicionar Comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

dois × um =

Send this to a friend