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Profissionais do HRSam são acusados de casos de negligência

De acordo com o delegado adjunto da 26ª DP, Guilherme de Sousa Melo, os casos envolvendo profissionais do HRSam são reportados desde 2014

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga oito médicos do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) suspeitos de constrangimento e omissão de socorro a pacientes.

De acordo com o delegado adjunto da 26ª DP, Guilherme de Sousa Melo, os casos envolvendo profissionais do HRSam são reportados desde 2014.

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“São oito médicos, sendo quatro suspeitos de condutas como constrangimentos, partos mal feitos, e até omissão de socorro”, confirmou.

De setembro de 2018 até o momento, foram 11 casos apurados pela corporação, sendo oito apenas neste ano. Ao todo, os investigadores já registraram mais de 20 denúncias envolvendo profissionais da unidade de saúde.

Segundo o delegado, nesta terça-feira (16/07), mais uma paciente procurou a delegacia para registrar ocorrência. “Já temos mais de 20 denúncias ao longo dos anos […] A investigação começou em setembro, mas o objeto se amplia a medida que os fatos chegam para a gente”, afirmou.

Casos absurdos

Algumas das acusações incluem violência obstétrica e morte de recém-nascido. “Tem caso de um médico que foi atender uma paciente grávida e ‘subiu em cima dela’. Nisso, ele possivelmente quebrou clavícula do bebê”, contou o delegado.

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“Tem outro de um médico que tocou na mulher e, sem fazer nenhum exame, declarou que o bebê estava morto. Horas depois, o bebê nasceu vivo, mas demoraram tanto no atendimento que ele acabou morrendo logo depois do parto”, relatou.

Alguns médicos já foram intimados a depor. As autoridades investigam membros das equipes médicas e o teor de laudos para apurar as denúncias. Segundo o delegado, os profissionais continuam atuando no hospital.

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