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Parada LGBTQIA+ leva 120 brasilienses a Esplanada

A parada faz uma homenagem aos 40 anos do “beijaço” no bar Beirute, quando em 1979 um grupo realizou um beijo coletivo no Bar Beirute, que havia proibido no dia anterior um beijo entre dois homens

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Em uma mistura de cores e crítica política, a 22ª edição da Parada do Orgulho LGBTS (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e simpatizantes) de Brasília foi realizada neste domingo (14). Os organizadores pretendiam reunir cerca de 120 mil pessoas na capital federal, a terceira parada mais antiga do país.

O tema da parada desse ano foi uma homenagem aos 50 anos da revolta de Stonewall, série de manifestações de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova York ao bar Stonewall Inn. A rebelião ocorreu nas primeiras horas da manhã de 28 de junho de 1969. A mobilização é considerada um marco do movimento de liberação gay e por causa de Stonewall que o orgulho LGBT é celebrado em junho. A revolta também foi tema da maior parada do país, em São Paulo.

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Além de Stonewall, a parada faz uma homenagem aos 40 anos do “beijaço” no bar Beirute. Em 1979, um grupo de gays realizou um beijo coletivo no Bar Beirute, que havia proibido no dia anterior um beijo entre dois homens. Este ano, como marco histórico, organizadores da parada brasiliense hastearam ano uma bandeira arco-íris em frente ao bar.

Alegria

A delegada Angela Santos, responsável pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) afirmou que a parada também é importante para sensibilizar os moradores do Distrito Federal sobre direitos e espaços de acolhimento em delegacias da região.

“Trabalhamos para que as pessoas não sejam revitimizadas, isso é, não sofram novamente dentro de uma delegacia depois de ter passado por algum tipo de violência. Trabalhamos para conscientizar as pessoas que busquem seus direitos e, assim, não fiquem nas ‘cifras ocultas’, que são as ocorrências subnotificadas”, explicou.

A delegacia usa um espaço nas redes sociais para reprimir os atos de preconceito com o tema “abafe seus preconceitos, abane alegria’, além de disseminar dentro da Polícia Civil do DF as práticas para o melhor atendimento dessas populações.

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“Usamos uma linguagem jovem porque as pessoas já têm a imagem de que a polícia é muito séria. Mas, queremos proteger e não causar medo e muitas pessoas não buscam a polícia justamente por medo. Então, queremos educar e mostrar que essa discriminação não é admitida pelo Direito”, explicou a delegada-adjunta da Decrin, Cíntia Silvia. 

Público

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) informou que não fará levantamento de estimativa de público para o evento.

Com informações da Agência Brasil

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