Servidores da Caesb decretam greve a partir do próximo dia 16/5

Empresa diz que quer manter negociação

Servidores da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) decidiram entrar em greve a partir da próxima quinta-feira (16/5). A categoria diz que os trabalhadores aprovaram, em 25 de abril, as propostas feitas pela empresa pública, mesmo sem reajuste de salário, mas, quando ambas as partes foram assinar o documento, a autarquia teria recuado, segundo alega o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Distrito Federal (Sindágua).

O diretor da entidade de classe, Igor Pontes, explica que a data-base para negociações de acordo coletivo é 1º de maio. Segundo o representante da categoria, entre fevereiro a abril a empresa fez propostas que mantinham termos dos acordos anteriores, mas sem reajuste de salário. “Mesmo com congelamento da remuneração em dois anos, a proposta foi aprovada em 25 de abril. Quando fomos assinar, a Caesb se recusou, o que fere o princípio da boa-fé”, alega.

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Entre as ofertas feitas pela Caesb, segundo o Sindágua, estava auxílio-creche, estabilidade de emprego em casos que não enquadram demissão por justa causa e correção do vale-alimentação. “Tivemos mais três assembleias para tentar assinar a proposta, mas a Caesb tem se recusado e quer apresentar outra proposta, que retira direitos conquistados, como a garantia de emprego nos casos que não se enquadram como demissão sem justa causa ou motivos políticos”, explica Igor.

Por causa do embate, a categoria havia aprovado indicativo de greve e marcou a paralisação para a próxima semana. “A nossa luta vai além da categoria. É, também, por uma empresa pública de qualidade”, ressalta o diretor do Sindágua.
O que diz a Caesb

Em nota enviada à imprensa, a Caesb informa que “reitera o compromisso de continuar as negociações com os empregados para evitar a paralisação dos serviços à população”.

A empresa ainda confirma ter apresentado proposta que contempla a manutenção dos direitos adquiridos e a correção inflacionária de benefícios que compõem a remuneração dos empregados.

“A proposta está de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo governador Ibaneis Rocha e é condizente com a difícil situação econômico-financeira da empresa. Assim, a companhia conta com a sensibilidade e o bom senso dos empregados”, informa o texto.

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