GDF escolhe empresa para oferecer serviço de Wi-Fi gratuito na capital

Companhia tem 48 horas para assinar contrato. Governo não informou quando medida será implementada

O Diário Oficial do Distrito Federal trouxe, nesta terça-feira (16), o nome da empresa que deve operar o serviço de internet sem fio gratuito na capital federal. A selecionada é a DS Serviços de Comunicação e Consultoria Ltda, que ficará responsável por instalar e manter o projeto em pelo menos 137 pontos da capital.

Segundo a ordem de serviço publicada no Diário Oficial, a empresa tem 48 horas para assinar o contrato com o GDF. A partir daí, o acordo terá validade de cinco anos.

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O edital do projeto Wi-Fi Social DF prevê o fornecimento de internet sem fio gratuita em locais como estações de metrô e ônibus, hospitais, parques, escolas e pontos turísticos.

O acesso, no entanto, não será ilimitado. De acordo com o documento, o tempo de conexão pode ser determinado pela empresa, desde que os usuários tenham direito a pelo menos duas sessões diárias de 30 minutos.

Cadastro

Para conseguir a conexão, o usuário terá de fazer um cadastro e informar nome, e-mail, número de celular e CPF. Além disso, precisa aceitar os termos e condições propostas pela fornecedora.

O Executivo também não deve ter gastos com a medida, e a empresa terá permissão para explorar anúncios publicitários nas telas de conexão e em postes instalados para o Wi-Fi Social. Serão proibidas, porém, propagandas de tabaco e com informações falsas ou ofensivas.

Caso descumpra algum dos termos do contrato, a fornecedora poderá sofrer advertências e, em casos mais graves, ser proibida de ter contratos com o GDF por um prazo de até dois anos.

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O Wi-FI Social foi anunciado em janeiro pelo Secretário de Ciência e Tecnologia do DF (Secti-DF), Gilvan Máximo. À época, ele afirmou que o serviço deveria ser entregue nos primeiros cem dias de governo, o que não ocorreu.

Sinal Livre

Não é a primeira vez que o governo local tenta implementar o serviço de internet gratuito. Durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT), a partir de 2013, teve início o projeto Sinal Livre.

Ao todo, o Executivo local investiu R$ 26,7 milhões na época em serviços como contratação de infraestrutura, equipamento, instalação de softwares, manutenção, monitoramento e suporte. A promessa era de entregar o sinal até a Copa do Mundo.

Depois, um relatório do Tribunal de Contas de 2016 apontou falhas como interrupção ou intermitência do sinal, pontos de acesso não instalados e contratação de velocidade acima da considerada necessária por parte do GDF.

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