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Médico preso em operação sobre ‘máfia das próteses’ é nomeado diretor de hospital no DF

Brasília de Fato

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No processo, Fabiano Duarte Dutra foi absolvido por falta de provas. Ele era acusado de queimar arquivos que poderiam incriminá-lo

O médico Fabiano Duarte Dutra foi nomeado nesta sexta-feira (29) como diretor-geral do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal. Ele ficou preso preventivamente em meio à operação Mr. Hyde, que apurava a existência de uma suposta Máfia das Próteses. Na Justiça, foi absolvido em duas instâncias por falta de provas.

O advogado dele, Cleber Lopes, declarou que o cliente dele ficou menos de uma semana preso e que a decisão para absolvê-lo foi por unanimidade.

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“Ele é inocente e reúne todas as condições para assumir o hospital de Santa Maria. É um médico altamente qualificado e hoje proclamado inocente pela Justiça do DF.”

A Secretaria de Saúde afirmou que “o médico foi absolvido das acusações e, até que haja uma decisão transitada em julgado, permanece apto para o cargo”.

O caso

Fabiano Dutra foi preso em outubro de 2016, na a terceira fase da operação Mr. Hyde, por supostamente ter queimado provas que poderiam incriminá-lo na “Máfia das Próteses”. A suspeita de que ele estava ocultando documentos partiu de uma denúncia anônima.

Peritos foram ao local apontado, no Parque Ecológico Dom Bosco, e identificaram papéis, pendrives e HDs destruídos. Câmeras de segurança mostram o médico chegando e saindo de carro. A ação dele aconteceu três dias após a primeira fase da operação.

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“Havia prontuários médicos, nome de outros funcionários do hospital, documentos indicando existência de repasses médicos e nome de planos de saúde”, afirmou à época o delegado Adriano Valente, que estava à frente da investigação.

Absolvido

O médico era coordenador de Ortopedia da Secretaria de Saúde e também atuava em um dos estabelecimentos então investigados como médico cirurgião.

Segundo o advogado dele, o médico não queimou provas. Apenas decidiu dar fim a documentos pessoais que ocupavam a casa dele.

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“Não havendo qualquer possibilidade de se ter certeza, ainda que mínima, que entre os documentos estava qualquer coisa que pudesse servir de prova, milita em favor do acusado o benefício da dúvida, devendo ser absolvido por falta de prova”, escreveu o juiz Redivaldo Dias Barbosa ao absolvê-lo, em agosto de 2017.

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