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Cancelamento de concurso repercute na Câmara Legislativa

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Distritais cobraram explicações sobre os problemas, mas defenderam a realização da seleção

A confusão e o cancelamento das provas do concurso para a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), no último final de semana, repercutiram na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (26). 

O deputado Fábio Felix (PSOL) relatou reunião realizada hoje, com a participação de vários parlamentares, e o presidente do Instituto Brasil de Educação (IBrae) – banca responsável pelo concurso -, para esclarecer denúncias e reclamações de candidatos. De acordo com o distrital, o presidente do Instituto se comprometeu a divulgar o mais rapidamente possível um novo cronograma de realização das provas.

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O responsável pelo Ibrae assegurou aos deputados que tem condições de organizar a seleção. Fábio Felix afirmou que o mais importante agora “é garantir que o concurso ocorra“, para suprir a secretaria dos servidores necessários para o desenvolvimento das ações sociais.

A deputada Arlete Sampaio (PT) reiterou ao governador a importância da realização do concurso, apontada por ela como fundamental para que o GDF preste assistência social à população. A distrital apresentou um requerimento de informações ao governo pedindo esclarecimentos sobre os problemas ocorridos no último domingo. Segundo ela, o concurso vem sendo esperado há muito tempo e a falta de servidores é um problema grave na secretaria.

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O líder do governo, deputado Cláudio Abrantes (PDT), disse que conversou com o secretário de Desenvolvimento Social, Eduardo Zaratz, que se colocou à disposição das comissões e da Casa para prestar esclarecimentos. “Ele ratificou que o contrato foi firmado sem ônus pelo GDF na gestão anterior e informou que a pasta procurou a banca para oferecer, sem sucesso, apoio logístico visando a realização do concurso“, observou. Abrantes destacou que o contrato foi assinado sem que a banca oferecesse garantias de condições para realizar o certame. “O governo já fez um questionamento ao instituto e acionou à Procuradoria Geral para que sejam verificadas as medidas cabíveis“, acrescentou.

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Educação ­– O deputado Eduardo Pedrosa (PTC) anunciou que destinará os recursos de suas emendas parlamentares para as escolas públicas do DF. O deputado informou que se reuniu com todos os coordenadores das regionais de ensino do DF para definir como os recursos serão alocados. Pedrosa informou que as emendas vão contemplar 687 unidades, incluindo todas as escolas, centros de línguas e centros profissionalizantes.

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Presídios – Já o deputado Reginaldo Sardinha (Avante) aproveitou a sessão desta terça-feira para lamentar as condições do Centro de Detenção Provisória, onde trabalhou por 15 anos. De acordo com o distrital, o local está abandonando, numa demonstração de “descaso com o servidor e com sistema prisional”.

Sardinha disse que há o risco de desabamento de uma laje no local, com grande perigo para servidores e presos. Na avaliação do parlamentar, os presídios da capital do País estão abandonados. O deputado afirmou que está indignado e revoltado com situação.

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Previdência – Também nesta terça, o deputado Chico Vigilante (PT) voltou a criticar a reforma da previdência, tema que, segundo ele, “está inquietando a sociedade como um todo“. Vigilante elogiou documento divulgado hoje por partidos de esquerda, com a participação do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e dos ex-candidatos à presidência da República, Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (Psol), além do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). No documento, os partidos de esquerda afirmam que estão unidos na defesa da democracia e se posicionam contra a reforma da previdência.

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Vigilante também destacou que hoje 11 partidos, representando 250 deputados do chamado Centrão, divulgaram nota pedindo a retirada dos trabalhadores rurais e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da reforma. “O próprio presidente já desistiu da reforma da previdência”, ironizou ele, acrescentando que o presidente preferiu ir ao cinema hoje pela manhã.

O anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro sugeriu aos quartéis que comemorem no dia 31 de março o golpe militar foi alvo de críticas dos deputados Chico Vigilante, Arlete Sampaio e Fábio Felix, que rechaçaram a ditadura militar.

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Luís Cláudio Alves
Fotos: Carlos Gandra

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