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PCDF com o comando de escola

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O GDF já autorizou um estudo para definir a situação e iniciar as atividades até julho deste ano

Abandonado no passado, um plano da Polícia Civil do DF voltou a ser discutido com o aval do governo local. Está em estudo a criação de uma escola em que a PCDF compartilhe o comando junto com a Secretaria de Educação, nos moldes do que ocorre com a Polícia Militar desde o início deste ano letivo.

A mais recente discussão sobre o assunto foi na última segunda-feira (25), durante uma reunião entre o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol) com o governador Ibaneis Rocha e outros integrantes do Executivo. Ontem, Ibaneis divulgou que a partir de julho já quer que o projeto comece a funcionar.

“Coloquei o projeto em andamento. (A Polícia) Vai se reunir com a Secretaria de Educação e de Segurança. A partir de julho iriam começar a operar”, planeja.

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A intenção seria colocar a escola no prédio da antiga Academia da Polícia Civil, em Taguatinga, próximo ao estádio Serejão. Apesar de querer o funcionamento em julho, não há prazo para que o estudo fique pronto.

Pleito antigo

Esse é um projeto antigo da PCDF. De acordo com o vice-presidente do Sinpol, Paulo Roberto Sousa, há mais de uma década diversos comandantes pensaram em algo nesse sentido. Como nunca houve fortalecimento da ideia ou interesse por parte do governo, nunca foi para frente.

Sousa explica que, durante a reunião do início da semana, houve o pedido de que fossem abertas vagas para filhos de policiais civis em escolas militares, mas Ibaneis Rocha citou a possibilidade de uma escola compartilhada.

“Não é uma escola militar. O DF ganharia mais uma escola com coordenadores e diretores divididos entre policiais civis e professores. O curriculum seria da Secretaria de Educação também. Só adicionaríamos disciplinas para melhoras a situação”, ressalta.

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Ele defende que a criação desse espaço é importante porque seria um local de interação entre os filhos de policiais civis e a comunidade. Além disso, como “Hierarquia e Disciplina” fazem parte do lema, a instituição iria mostrar como é possível fazer uma simbiose entre a sociedade e a PCDF.

Em relação ao ensino instituído nas escolas já existentes no DF, Paulo Roberto afirma que essa nova escola não teria a intenção de desmerecer a metodologia feita pelas unidades educacionais do DF, mas complementá-las.

“A gente sabe das condições das escolas, equipamentos e segurança.
Queremos que o professor tenha segurança para ensinar e o aluno para aprender. É uma nova parceria, como a da Polícia Militar”, conclui.

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Reforma necessária

Depois que a Academia da Polícia Civil saiu de Taguatinga e foi para o Riacho Fundo II, o prédio ficou sem uso significativo. Nos últimos tempos, o espaço foi ocupado pela 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) enquanto a unidade estava em reforma. No ano passado, com a obra concluída, todo o aparato da 15ª DP voltou para a cidade de origem.

O vice-presidente do Sinpol-DF, Paulo Roberto Sousa, admite que será preciso haver uma reforma para o local ser utilizado como uma escola, porém a estrutura seria boa para receber a comunidade. Não se sabe, por enquanto, o valor dos gastos com as obras de melhora da estrutura, mas isso poderia ser feito pela PCDF ou contar com algum auxílio de custeio por parte do GDF.

Devido à necessidade de reforma, Sousa afirma que seria prudente colocar o espaço para funcionar apenas no início do ano letivo de 2020, já que, se começasse a operar em julho deste ano, assim como anunciado pelo governador Ibaneis Rocha, seria necessário que as crianças saíssem de suas escolas bem no meio do ano. O que poderia prejudicar a educação delas. Todas as datas só serão definidas com o fim do estudo iniciado nesta semana.

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Saiba Mais

Desde o início do ano letivo de 2019, dia 11 de fevereiro, quatro escolas do DF têm a gestão compartilhada entre Polícia Militar e Secretaria de Educação. Elas ficam em Sobradinho, Ceilândia, Estrutural e Recanto das Emas.

O critério de seleção das primeiras contempladas foi o mesmo: as taxas de violência da região e o índice de vulnerabilidade das comunidades.

O projeto tem possibilidade de expansão. A ideia é que 36 unidades sejam “militarizadas”.

João Paulo Mariano – Leia mais no Jornal de Brasília – 

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