BRB e o dossiê que interliga os Fundos

A operação Circus Maximus da Polícia Federal percorreu as entranhas da corrupção no Banco Regional de Brasília, 36 funcionários ligados direta e indiretamente as operações financeiras do BRB prestaram depoimentos que culminaram com uma devassa na diretoria do banco.

Além dos depoimentos foram apreendidos computadores, celulares, documentos e agendas

Por Mino Pedrosa

Dalí uma surpresa, um dos depoentes entregou a força tarefa um dossiê que liga o ex-vice presidente do banco, Niban de Melo Júnior, preso na operação a um novo personagem que vai elevar ainda mais a temperatura.

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O dossiê com fotos, documentos e comprovação de pagamentos de propina revelam que o empresário Elton Félix Gobi Lira, que se apresentava como operador do mercado financeiro e arrecadador de recursos de fundos de previdência junto as prefeituras estados do Pará, Tocantins, Santa Catarina e Amapá tem um braço forte dentro do Banco Regional de Brasília, trata-se do então diretor vice-presidente do BRB, Nilban de Melo Júnior.

O empresário é réu em processo que investiga desvio de mais de R$ 30 milhões em recursos de fundos de previdência de prefeituras dos estados do Pará, Tocantins, Santa Catarina e Amapá e Brasília. Elton teve denúncia aceita pelo juiz Antônio Carlos Almeida Campelo, da 4ª Vara Federal de Belém.

Na decisão, o juiz determinou que Polícia Federal dos quatro estados e DF, mais as do Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo, compartilhem informações buscando outros tipos de fraudes aplicadas pelo bando criminoso.

De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), o dinheiro o dinheiro arrecadado pela quadrilha nunca retornou aos cofres públicos.

No Banco Regional de Brasília (BRB), Elton ainda mantém contatos com funcionários ligados ao ex-diretor vice-presidente, Nilban de Melo Júnior, que estão lotados no BRB-DTVM e fundos de investimentos imobiliários do BRB. O dossiê revela a estreita relação de Nilban com Elton em fotos, agendas e trocas de mensagens por WhatsApp.

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Elton Lira afirma que pagava a Nilban Melo inclusive para palestrar em eventos como mostra a foto . Nela estão, da esquerda para direita, em um evento no Amapá, Anísio Mendes , Nilban Melo, o presidente RPPS de Macapá e Elton Lira.

Elton afirma que repassava recursos a Nilban e outros diretores do BRB e do BRB DTVM para participarem e patrocinarem eventos voltados à RPPS no Norte e Nordeste do país. O objetivo era atrair recursos para as gestoras Terra Nova e NSG (Icla Trust), este último teve como diretora, Andreia Lopes, presa pela PF na operação Circus Maximus no BRB. O empresário afirma ainda que pagava propina a Nilban em forma de palestras e eventos.

Nilban com Elton Lira durante evento no Amapá

Graças a presença do BRB como patrocinador e com a ajuda de Nilban o grupo de Lira teria conseguido captar recursos no Amapá para os fundos que geria, rendendo propina para o grupo do BRB e para gestores do Amapá.

A BRB DTVM foi administrador do FIP Cais Mauá, investigado pelo MPF do TO pelo desvio de mais de R$ 30 milhões do RPPS de Palmas. Nilban ajudou o presidente do Cais Mauá, Ademir Gouvêa a montar um FIP Imobiliário que era administrado e distribuído pelo BRB.

Outro fato que chama a atenção da Força Tarefa é o escoamento de recursos numa farra de patrocínios que o BRB promovia a esportistas e shows, em grande parte não contabilizada, todos liberados por Nilban de Melo Júnior, Vasco Gonçalves e Ricardo Leal, até então, presidente do Conselho Administrativo do BRB.

Ex-sócio de Lira na Êxito Consultores, Gian Iamarque, posteriormente sócio da Terra Nova Asset e também preso na Operação Abismo
O empresário Elton Félix Gobi Lira, está em tratativas para realização de acordo de colaboração premiada. Foto: Arquivo pessoal

O empresário Elton Félix Gobi Lira, está em tratativas para realização de acordo de colaboração premiada com isso, vários personagens pelo Brasil a fora devem ser alcançados pela Força Tarefa, que começa agora a apurar as fraudes nos fundos de pensão.

A reportagem teve acesso a documento, fotos e depoimentos do dossiê entregue a Força Tarefa durante a operação Circus Maximus. Ricardo Leal, fiel ao ex-governador Rodrigo Rollemberg ainda está preso com outros integrantes da quadrilha e pode delatar personalidades políticas e empresariais da Capital da República que ainda não ganharam os holofotes.

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Afinal, quatro delatores de peso contam fatos do arco da velha, Antônio Palocci, Lucio Bolonha Funaro, Ricardo Queiroz e o doleiro Jubra. Agora mais um delator pode vir a integrar a turma; Elton Félix Gobi Lira, puxando novamente o Banco Regional de Brasília (BRB) para o olho do furacão.

O governador de Brasília Ibaneis Rocha na tentativa de resgatar a imagem do BRB procurou o Ministério Público e o juiz da 10º Vara Federal, Ricardo Augusto Soares Leite sem saber do que estar por vir no desdobramento da operação Circus Maximus.

Nos bastidores especialistas em operações financeiras fazem apostas em nomes de figurões do alto escalão da política do governo Rollemberg, alcançando personagens que ainda se alimentam de resquícios que podem estar no governo atual.

Leia abaixo um dos depoimento de Elton à Justiça:

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