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Mulher é espancada pelo marido em Valparaíso de Goiás

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O crime foi flagrado pelas câmeras de segurança do condomínio. As imagens ganharam repercussão na internet pela brutalidade.

Após o ocorrido, o Jornal de Brasília conseguiu contato com o subsíndico do condomínio, Paulo Sousa. Ele conta que a vítima e o agressor são casados, tem dois filhos pequenos e moram no prédio há, no máximo, seis meses. O casal veio de Anápolis (GO). Paulo explica ainda como descobriu as agressões.

“A porta de acesso ao hidrômetro que fica no corredor do casal apareceu quebrada. Também verificamos que o revestimento do interior do elevador estava danificado e haviam derramado cerveja no local. Diante disso, pedimos as imagens do circuito interno para a empresa que presta serviço para o condomínio”.

Essa foi a primeira vez que o subsíndico soube de uma briga entre os dois, mas, segundo ele, os vizinhos do casal já tinham conhecimento da relação conturbada. “Uma moradora me contou que ouvia gritos com frequência. Os condôminos estão indignados com a situação”, completa Paulo, ressaltando que o condomínio vai entrar com uma ação para que o agressor faça o reparo de tudo o que foi danificado no edifício.

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Depois que as imagens vazaram para a impressa, Paulo encontrou com a vítima. “Ela reclamou que foi exposta e disse que vai processar o condomínio. Além disso, defendeu o marido a todo momento, justificou que ele estava bêbado e garantiu que não vai registrar ocorrência. Ela estava visivelmente machucada, com o olho roxo, mas tinha passado maquiagem”, afirma o subsíndico.

INVESTIGAÇÕES

O caso foi parar na Polícia Civil do Estado mesmo sem um registro da ocorrência. Segundo a chefe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Valparaíso, Isis Leal, não há necessidade de esperar que a vítima procure a polícia para que as investigações iniciem. “O crime de lesão corporal não depende de um boletim de ocorrência para começar a ser apurado. É nossa obrigação investigar o quanto antes”, explica Isis.

De acordo com a delegada, até o momento, ninguém foi ouvido, mas as intimações já foram feitas.

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“Tanto as testemunhas, quanto os próprios envolvidos foram chamados para prestar esclarecimentos nos próximos dias”, completa a chefe da Deam.

OUTROS CASOS

Há menos de um mês, no dia 14 de dezembro de 2018, outro vídeo de violência contra mulher mobilizou o País.

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A advogada Luciana Sinzimbra gravou o momento em que seu ex-namorado, o piloto Victor Augusto Amaral Junqueira, a agrediu no apartamento dela, no Setor Marista, em Goiânia. A vítima registrou ocorrência no dia seguinte e contou às autoridades policiais que namorava o autor das agressões havia três anos. Ela relatou, também, não ter sido a primeira vez que foi atacada.

Manoela Rolim – Leia mais no Jornal de Brasília – 

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