Justiça do DF condena três servidores por propina cobrada de sindicato em 2015

Filha de um dos funcionários públicos, envolvida em contrato fantasma, também foi condenada. Grupo pedia dinheiro para liberar documentos do Sindsaúde; cabe recurso.

A Justiça do Distrito Federal condenou, em primeira instância, três servidores do governo local acusados de cobrar propina do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde) em 2015. O trio foi sentenciado por concussão – uso do cargo para obter vantagem indevida – e lavagem de dinheiro. Cabe recurso.

O caso foi revelado pela operação Delfos, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público em 2016. Segundo a denúncia, o trio exigiu R$ 214 mil da dirigente sindical Marli Rodrigues para que a entidade continuasse recebendo a contribuição sindical, descontada na folha dos servidores da saúde.

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Com base nas investigações, o Ministério Público acusou os servidores da Secretaria de Planejamento Edvaldo Simplício da Silva e Christian Michael Popov, e o ex-ouvidor-geral da vice-governadoria Valdecir Marques de Medeiros.

Além dos servidores, a empresária Beatriz Casagrande Simplicio da Silva, filha de Edvaldo, foi condenada por lavagem de dinheiro. Segundo o MP, o esquema previa um contrato fictício com a empresa dela para ocultar o repasse da propina.

As penas

A condenação foi definida em 5 de dezembro de 2018, mas o resultado só foi divulgado pelo MP do DF nesta quarta (9). Segundo o órgão, Edvaldo foi condenado a 4 anos 9 meses de reclusão, pelos crimes de concussão e lavagem de dinheiro.

Valdecir e Christian foram condenados a penas mais altas – 6 anos e 2 meses de reclusão para cada, pelos mesmos crimes. O trio também terá de pagar multas com valores estimados entre R$ 12,2 mil (Edvaldo) e R$ 15,3 mil (Valdecir e Christian). O valor exato será definido pela Justiça.

Condenada apenas por lavagem de dinheiro, já que não era servidora pública, Beatriz teve a pena fixada em 2 anos de reclusão em regime aberto – punição que deve ser convertida em pena alternativa. Ela também terá de pagar uma multa pequena, na casa dos R$ 157.

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