Ibaneis critica reconstrução de viaduto da Galeria dos Estados: “mais dinheiro que fazer um novo”

Para Ibaneis, a queda do elevado era previsível. Governador e equipe técnica devem visitar dez obras na próxima semana. Além disso, o DF deve ganhar programa permanente de vistoria, verificação e recuperação

O governador Ibaneis Rocha (MDB) visitou a obra do viaduto sobre a Galeria dos Estados que desabou em fevereiro do ano passado no Eixo Rodoviário Sul. Na ocasião, ele criticou a reconstrução da estrutura que tem 25% do projeto concluído.

“Está se construindo um novo viaduto dentro daquele que já existia”, dispara.

Na próxima semana, dez obras de arte devem ser visitadas pessoalmente pelo gestor acompanhado da equipe técnica. Também está previsto o lançamento de dois editais.

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Além disso, o DF deve ganhar programa permanente de vistoria, verificação e recuperação.

“A queda desse viaduto era previsível. Com a infiltração da água, os cabos foram apodrecendo e se romperam. Isso deve estar acontecendo em todos os viadutos do DF. Foi descaso das administrações que se passaram ao longo dos anos”, afirmou o governador durante a visita.

A intenção era conhecer as causas e o andamento da obra, iniciada em setembro após resultado de licitação lançada em agosto. Conforme a Via Engenharia, a previsão de entrega é o fim de maio, ao custo de R$ 10,9
milhões. A entrega poderá ser antecipada. Ibaneis solicitou estudo técnico para tentar adiantar a liberação para a população até o fim de março.

“Na minha visão, deveria ter demolido todo o viaduto, implodido e feito um novo, mas, na verdade, o que está sendo feito é um novo viaduto dentro do velho. Todas as vigas estão sendo reforçadas, o que dá muito mais trabalho porque usa vigas antigas. Ao longo da plataforma, também estão sendo feitas vigas de fora a fora. Nessa lógica, a obra sai mais cara do que seria se tivesse colocado tudo no chão e feita novamente. Existe desperdício de recursos públicos e de mão de obra”, crítica o governador.

Equipes trabalham em dois turnos após recesso de duas semanas no fim do ano. A interrupção também foi alvo de reclamações do governador. Se tivesse conhecimento prévio, garante que teria intervindo para que fossem mantido um plantão.

Ao conhecer a situação do mais crítico viaduto da capital, Ibaneis monta arcabouço para as próximas determinações. De acordo com ele, na próxima semana devem ser lançados editais para a reforma de duas construções no Eixo Rodoviário, além da revitalização da Galeria dos Estados. Junto com Secretário de Obras e diretores do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), o governador visitará todos os dez viadutos apontados em
relatório do Tribunal de Contas do DF. A intenção é soltar as ordens de serviço o quanto antes.

Vistorias preventivas devem se tornar rotina durante a gestão. Segundo Ibaneis, está prevista a criação de um programa permanente responsável por acompanhar e recuperar as obras de arte da cidade visando trabalhos preventivos.

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“Temos que cuidar da revitalização. A cidade está prestes a cair, como caiu aqui, e não quero que isso aconteça”, diz.

Aniversário do desastre

No mês que vem, a queda do viaduto completa um ano. Em seis de fevereiro de 2018, próximo ao horário do almoço, uma das três faixas de uma das avenidas mais movimentadas da capital foi ao chão. Por sorte, ninguém se feriu, mas dois carros foram completamente destruídos pelo impacto do concreto. A estrutura, erguida na época da construção de Brasília, jamais passou por manutenção, inclusive nos quatro anos da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Um relatório feito pelo Sindicato de Engenharia e Arquitetura (Sinaenco) em 2011 alertou que 9 de 11 viadutos e pontes do DF precisavam de reparos e obras de manutenção com urgência. Entre eles, estava justamente o que passa sobre a Galeria dos Estados.

Em 2013, uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal detectou fragilidades em diversos monumentos de Brasília, entre elas mesmo o viaduto. Na oportunidade, a equipe de vistoria recomendou que a obra fosse reformada.

Jessica Antunes – Leia mais no Jornal de Brasília – 

 

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