Gratuidade do Passe Livre Estudantil custou R$ 290,8 milhões ao GDF em 2018

Passe livre é bloqueado para estudantes que fazem aulas de verão no DF

Benefício custou quase R$ 300 milhões ao GDF em 2018, que quer concedê-lo só a quem precisa

Na busca por recursos para melhorar o atendimento em áreas como saúde, segurança e educação, pondo fim à crise que se espalhou por Brasília e cidades nos últimos anos, o Governo do Distrito Federal mira locais onde o dinheiro público possa escoar sem controle ou com flagrante injustiça social. Caso, por exemplo, dos desembolsos com o Passe Livre Estudantil.

Reconhecido pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) como essencial no atendimento à população que realmente precisa, o alvo serão os desvios do programa – que, de tão amplo, contempla até alunos de escolas particulares, cujas famílias, em geral, podem arcar com o custo dos
deslocamentos dos estudantes.

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Ano passado, o governo desembolsou R$ 290,8 milhões com o programa, com cerca de 220 mil estudantes utilizando o benefício de não gastar com o transporte público, segundo informações do DFTrans. O valor é considerado exagerado por especialistas, justamente pela abrangência atual do Passe Livre Estudantil. Por isso, Ibaneis Rocha pretende rever o modelo de funcionamento do benefício, de forma que estudantes precisem comprovar a necessidade do passe para ter acesso ao subsídio.

Segundo o governador, devido aos gastos, a isenção nas passagens de ônibus só deveria ser aplicada a estudantes que realmente precisem, uma vez que um aluno de escola particular dificilmente necessitará do benefício oferecido pelo governo a todos os alunos.

Pente-fino deve coibir fraudes

DFTrans bloqueia 7 mil cartões irregulares de passe livre

Em relação ao novo modelo de funcionamento do benefício e o que será preciso para estudantes comprovarem a necessidade do passe livre, a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF não soube informar como serão os processos para a mudança das regras.

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Robert de Souza Lima, de 27 anos, concorda com as alterações. O estudante de curso técnico em enfermagem está seguro de que há pessoas que fraudam o sistema e que, então “é necessário passar um pente-fino para restringir o benefício quem realmente precisa”.

“Eu acho certo, porque tem pessoas que, embora tenham consciência de que estão fazendo errado, usam sem precisar”, comentou.

O morador do Guará ressalta a importância da passagem gratuita para continuar seus estudos.

“Eu pego um metrô e um ônibus pra ir e pra voltar, então gastaria R$ 8,50 por dia e agora eu não gasto nada”, afirmou.

Segundo Robert, há seis meses ele passou a usar o benefício e teve uma mudança em relação aos gastos mensais que tinha antes de obter o cartão do Passe Livre.

“Eu gastava R$ 250 por mês com transporte, agora não pago. Faz toda a diferença”, relata.

A estudante de técnica de enfermagem, Samara Conceição de Oliveira, 20 anos, teme a mudança. Para ela, a medida pode interferir diretamente no acesso de estudantes aos locais de ensino, uma vez que acredita que alguns podem perder o benefício.

“As passagens já não são baratas e agora a gente ainda tem que comprovar renda. Eu, por exemplo, faço estágio não remunerado e não tenho da onde tirar a passagem”, diz

 

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