Casal de namorados pode ter sido executado em casa no Recanto das Emas

documentos de carros

O motivo, porém, ainda é um mistério para investigadores da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). Quando a mãe de Rosília soube da morte da filha, ela não resistiu e teve um infarto fulminante

O motivo de um duplo homicídio dentro de uma casa no Recanto das Emas ainda é um mistério para a Polícia Civil. Mas, para investigadores da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), Manoel Pereira de Matos e Rosília Pinto Soares, ambos de 41 anos, podem ter sido executados. A hipótese mais forte, segundo o delegado-chefe Pablo Aguiar, é que uma ou mais pessoas possa ter entrado no imóvel e assassinado o ajudante de pedreiro e a cozinheira do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
 
A mulher levou um tiro e Manoel ao menos três. A investigação do crime é tratada com prioridade por policiais que não encontraram a arma do crime na casa onde o assassinato aconteceu. Segundo o delegado-chefe, equipes tentam, primeiro, descobrir a motivação do crime para, depois, chegar a autoria. 
 
Mãe de Rosília, Hilda Alves, 65 anos, teve um infarto e morreu ao saber da notícia da filha. “Eu tentei reanimá-la. Fiz respiração boca a boca, massagem cardíaca, mas, infelizmente, ela não resistiu. Foi um infarto fulminante”, disse a comadre de Rosília, Priscila Marta Carvalho, 25 anos.
 
Na hora em que a idosa passou mal, por volta de 20h30 de segunda-feira (7/1), Priscila estava na casa da família, em Samambaia. Ela chegou a ligar para os bombeiros e pedir socorro. “Fiz as manobras que eles me passaram por telefone, mas não consegui salvá-la”, lamentou.
 
Rosília morava com a filha de 23 anos, com a mãe e o irmão de 28. Ela era a única filha mulher de dona Hilda que também tinha dois homens. “Está todo mundo abalado. É uma tragédia. Isso não pode ficar impune”, desabafou Priscila.  

Sem passagens pela polícia

O casal não tinha passagens pela polícia. Na casa onde o crime ocorreu morava Manoel Pereira. Rosília e o namorado se conheciam há três anos, segundo a comadre da vítima.
 
“A Rosília ia para a casa do namorado, mas sempre dava notícias e não ficava mais de dois dias. Quando ela sumiu, a mãe já sentiu que alguma coisa não estava certa”, contou Priscila.
 
Ela ainda lembrou que a mulher trabalhava como cozinheira do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). “Foi uma surpresa para todo mundo. Ainda estamos tentando encaixar as coisas. Não sabemos se foi algum conhecido que entrou na casa para fazer essa maldade ou se alguém que pulou o muro para roubar”, disse a cabeleireira. “Agora vamos esperar a polícia dizer o que aconteceu. Ela era muito trabalhadora”, destacou. 
 
Isa Stacciarini
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