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Três chapas disputam o comando da seccional para os próximos 3 anos

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Disputam o controle da instituição as chapas de Délio Lins e Silva, Jacques Veloso, Max Telesca e Renata Amaral.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai às urnas. Pelo voto, advogados e advogadas escolherão a próxima administração da seccional do Distrito Federal nesta quinta-feira, 29 de novembro, para os próximos três anos.

Muito além de uma representação de classe, a Ordem é uma das principais vozes nos debates sociais em Brasília e no Brasil.
A OAB/DF subiu de patamar politicamente. O ex-presidente da seccional Ibaneis Rocha (MDB) ganhou a eleição para o Governo do DF. Hoje, a instituição é gerida por um aliado do emedebista, o atual presidente Juliano Costa Couto.

Na tentativa de emplacar a terceira presidência consecutiva, o grupo aposta em Jacques Veloso. Mas a disputa está em aberto. Afinal, as candidaturas de oposição de Délio Lins e Silva, Max Telesca e Renata Amaral mostram fôlego competitivo.

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Pelas estimativas da Ordem, o DF é palco para o trabalho de 44 mil advogados. Contudo, para votar o inscrito precisa estar com pagamentos para a instituição em dia, adimplente. A taxa de inadimplência atual está na casa dos 25%. Além disso, a cada eleição é registrada uma abstenção ordinária de 20%. Pelas estimativas da atual gestão, na quinta-feira o número de eleitores e eleitoras estará na órbita dos 25 mil.

“Estamos utilizando o mesmíssimo sistema das eleições gerais. Temos urnas eletrônicas emprestadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Teremos um observador do Conselho Federal. Temos uma comissão eleitoral federal e uma local, que tem exercido sua função de maneira independente. O presidente José Perdiz, que, aliás, se não me engano, é a terceira eleição da Ordem que ele preside, é respeitado por toda a categoria”, garante Juliano Costa Couto.

Números

44 mil advogados estão inscritos no DF
25 mil é a previsão de votos para a eleição de quinta-feira
20 por cento é a taxa de abstenção. E 25 por cento é a de inadimplência

Fake news

Segundo o presidente, à luz dos holofotes os debates têm acontecido de forma saudável. O mesmo não ocorre nas redes sociais. “A não ser pelo abusivo uso de fake news, noticias falsas e manipuladoras. É fato que, como estamos na gestão há seis anos e tem essa aprovação, chapas de oposição tem feito o uso manipulativo de acusações e falsos acontecimentos. Isso tem sido um pouco desgostoso para a advocacia, inclusive em relação à minha pessoa”, desabafa.

“Só para constar, eu apoio, sim, Jacques Veloso, mas tenho absoluto respeito, apreço e relação de amizade com os três demais candidatos, doutor Délio Lins e Silva Júnior, doutora Renata Amaral e doutor Max Telesca. Ou seja, todos os nomes têm o meu respeito pessoal”, completa.

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Segundo o atual presidente, independentemente de quem venha a ganhar a eleição, a OAB possui uma tradição de independência em relação aos Três Poderes, especialmente o Executivo. Neste contexto, acredita que nenhum dos candidatos irá riscar a biografia institucional e pessoal.

“Entendo também que um dos grandes desafios, inclusive enfrentado por mim, é o correto trato dos honorários advocatícios nos tribunais. Eles devem ser de 10% e 20% de qualquer causa e algumas parcelas do Judiciário tem tentado dar uma aplicação equivocada, forçosa”, ponderou.

Outros desafios são o excesso de cursos de Direito e o avanço de “robôs” no exercício da profissão. “. Existe hoje uma perspectiva de um movimento nacional de criminalização da advocacia. É um movimento de parte do Ministério Público, da mídia e da magistratura. Estão querendo enfraquecer a advocacia como um todo. Os dirigentes da Ordem deverão lutar muito para manter a advocacia de pé, respeitada, independente e republicana”, argumenta.

Francisco Dutra
Jornal de Brasília

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